Visitantes

contador de visitas para blog

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Califórnia estuda transformar placas de veículos em anúncios

Não se descarta que o motorista possa obter parte do lucro que derive da publicidade

A iniciativa SB 1453, apresentada pelo senador Curren D. Price Jr., saiu adiante com o respaldo unânime dos membros da câmara. Ela requer que o Departamento de Veículos Motorizados (DMV, na sigla em inglês) do estado analise a viabilidade de utilizar um novo sistema de placas de matrículas eletrônicas.

"Esta legislação oferece uma oportunidade única de repensar como podemos usar nossos ativos básicos para ser mais eficientes e economizar custos enquanto geramos novos recursos para o estado", assegurou Price.

O dispositivo em questão, conhecido como "Digital Electronic License Plate" (DELP), permitiria a inserção de anúncios nos automóveis particulares, assim como a projeção de mensagens de advertência ou, por exemplo, de incentivo a uma equipe esportiva. Não se descarta que o motorista possa obter parte do lucro que derive da publicidade.

Os críticos desta proposta não demoraram a se pronunciar através de internet, onde alguns lembraram que as placas com mensagens distrairiam os motoristas e causariam acidentes ou que devido a seu funcionamento digital poderiam ser pirateados por "hackers" e esgotar a bateria do veículo.

Os defensores da medida disseram que as matrículas poderiam ser programadas para mostrar anúncios unicamente quando o veículo estivesse detido durante vários segundos.

Itaú usa realidade aumentada para divulgar serviços

Campanha criada pela Africa é composta por filme e anúncios

Rio de Janeiro - Depois da campanha em 3D, que permitiu ao consumidor fazer um tour virtual por uma das novas agências do Itaú, o banco mais uma vez utiliza tecnologia de ponta em seus anúncios. Agora, o Itaú apresenta a conveniência do 30 Horas com uma campanha em realidade aumentada - tecnologia de computação gráfica que acrescenta elementos virtuais ao mundo real. Trata-se de um técnica moderna e ainda pouco utilizada na publicidade. A criação é da agência Africa.

No filme, chamado "Realidade Aumentada", um garoto mostra para o seu pai o que é o Itaú 30 Horas. Para isso, coloca o código que vem no anúncio de mídia impressa em frente à webcam do computador e assiste à explicação. É como se o personagem do comercial saltasse do anúncio para detalhar que o Itaú 30 Horas é uma forma de relacionamento que está nos caixas eletrônicos, telefone, internet, celular e nas agências.

Assista ao comercial:



Coca-Cola tem 3,6 mi de impressões por hora em tweet patrocinado

Marca é a terceira a testar o modelo comercial do Twitter. Starbucks e Disney também já aderiram

A estratégia da Coca-Cola foi comprar a hashtag #WC2010, relacionada à Copa do Mundo da África. Com isso, qualquer pessoa que colocar o termo na busca do Twitter vai ver no topo da página de resultados um tweet da Coca-Cola. No post patrocinado, a marca divulga o link para seu perfil no YouTube.

O sucesso da campanha faz sentido. Além do ótimo timing, já que o tweet patrocinado foi publicado logo após os jogos do Grupo C da Copa, que classificaram os EUA e a Inglaterra, a integração entre os recursos de "Promoted Tweet" e "Promoted Trending Topic" garantiram mais visibilidade ainda.

Outro fator que influenciou foi a relevância do conteúdo oferecido pela Coca-Cola. A marca é patrocinadora oficial da Copa do Mundo, então relacionar a hashtag #WC2010 ao seu nome faz sentido. A Coca-Cola voltou todos as suas ferramentas de marketing para a Copa, criando conteúdos especiais em todos os seus perfis online, além das frequentes campanhas offline.

Além da Coca-Cola, a Starbucks e a Disney também já patrocinaram Trending Topics.

DHL Express segmenta para desatar nós

Diretora de marketing da empresa, Juliana Vasconcelos, fala sobre a estratégia de comunicação da marca

A DHL Express lançou a campanha global "Importe. É simples com a DHL Express" para atrair as pequenas e médias empresas pela simplificação. A diretora de marketing, Juliana Vasconcelos, fala sobre a estratégia de comunicação da marca focada na segmentação e nas ações online e de relacionamento. A empresa, no Brasil desde 1978, tem 900 funcionários e uma frota de 250 veículos.

Como a DHL Express se diferencia dos concorrentes?

Juliana Vasconcelos - A grande diferenciação da DHL é aproximação com os clientes. O capital humano na empresa é muito importante e temos uma cultura muito voltada para a realidade brasileira. Em muitos casos, a DHL assume a cara do cliente. A gente tem operações do setor de tecnologia em que representa as empresas. O cliente da DHL vai ser avaliado pelo cliente dele através do nosso serviço. E, em serviço, não tem espaço para erro. Não tem nada tangível para poder amenizar qualquer situação com o cliente.

Vocês investem em patrocínio?

Juliana Vasconcelos - A DHL patrocina a Fórmula 1, além de ter parceria como provedor de logística do evento. Outros patrocínios são avaliados ano a ano. Já tivemos ciclismo, vôlei. Provavelmente, ano que vem vamos recarregar as energias nesse sentido.

Qual é a estratégia de comunicação para marca?

Juliana Vasconcelos - Varia muito de campanha para campanha. Tem essa linha de comunicação através de patrocínios ou do esporte, que está muito ligada à velocidade, por isso a Fórmula 1. E também por ser parceiro logístico, tem a identificação com o serviço. Para campanhas, não tirando essa definição do target de pequenos e médios, a gente trabalha essa comunicação de nicho. Temos um público tão vasto, usuários de diferentes perfis e soluções, que a gente trabalha muito com segmentação. Não só de comunicação, mas de comportamento de núcleo de serviço e, em sinergia, trabalha também as caixas de comunicação. E outro ponto é a parte de relacionamento, que representa ao menos 35% da nossa verba.

Vocês estão com campanha no ar agora para importação, não é?

Juliana Vasconcelos - Em maio nós estreamos a campanha e estamos em arranque total até agosto. A gente tem sentido que a importações têm reagido muito bem. É possível até que o processo e parte da campanha se estendam depois.

A campanha abrange que tipo de mídia?

Juliana Vasconcelos - A DHL tem feito grandes pesquisas de mercado nos últimos anos para poder entender um pouco esse comportamento de acesso à mídia. Fica muito claro que o nosso perfil de público, que são as pequenas e médias empresas, tem muito pouco tempo dedicado à leitura. Uma das ferramentas mais eficientes hoje, sem dúvida nenhuma, é o online porque nosso público, em vez da leitura do jornal, lê os sites. É a terceira vez que fazemos a virada de campanha, concentrando mais investimento na web e só para complementação usando o meio impresso. Como é uma campanha global e regional, temos TV a cabo também.

Até pela questão do tempo, a internet ganhou um espaço maior na vida das pessoas...

A estrutura de comunicação mudou demais. Você cada vez mais trabalha com a interatividade. A velocidade da informação e a resposta que ela tem é muito diferente do que a gente tinha antes. O online é muito positivo porque você consegue ter meios de mensuração muito bons e que ajudam a avaliar o retorno de campanha.

Há uma mobilidade de ajuste ao longo da campanha.Que tipo de peças online tem a campanha?

Juliana Vasconcelos - Temos formatos diferentes de banners em cada veículo com um diferencial de formato. Em jornal tem umas tiras de rodapé. Em breve teremos mais notícias de campanhas. Este ano está bem positivo. O setor todo está sentindo o retorno à mídia, uma força que a gente perdeu muito no ano passado.

E vocês utilizam redes sociais?

Juliana Vasconcelos - Estamos revendo as estratégias de comunicação das redes sociais. Eu acho que para você estabelecer um trabalho tem de ter um monitoramento e respostas muito rápidos. A gente faz um acompanhamento de tudo o que se coloca sobre DHL. Se houver alguma manifestação de cliente que teve experiência errada com o serviço, a gente trabalha com muita atenção internamente, dentro da área de atendimento ao cliente. É algo que está no nosso radar. Hoje o público-alvo da DHL são empresas pequenas e médias. Mas o usuário é bem diversificado.

Nosso negócio está muito focado no B2B e como público usuário tem uma população muito diversa, bem heterogênea. Nesse nosso negócio você tem desde o trabalho com secretárias, assistentes, que são os envios mais simples da cadeia, até grandes operações, feitas pelas áreas de importação, exportação e logística das empresas. A gente trabalha muito segmentação. As campanhas são muito focadas nos pequenos e médios porque são elas que mais sofrem com o processo de importação. A ideia dos nós da atual campanha é para mostrar a simplificação.

Trabalhar com pequenas e médias é um posicionamento novo ou sempre foi assim?

Juliana Vasconcelos - Isso tem sido um trabalho muito forte nos últimos três anos. Agora temos uma atenção especial em uma campanha de importação. A exportação no Brasil ainda é um processo mais tranquilo. Ela demanda menos documentos, registros. A importação é que precisa de um apoio especial.

Para o pequeno e o médio empresário que às vezes nem tem acesso a toda informação é ter um parceiro, não é?

Juliana Vasconcelos - Esse é um dos pontos. É uma empresa, a DHL, que vai fazer a gestão da operação inteira, não vou ter de falar com várias pessoas. Segundo, tem a questão de custo. A nossa precificação é em real. E, em terceiro, é a existência de consultores alfandegários, é uma equipe própria dedicada a isso. A gente entende que tem um papel um pouco mais amplo que a solução do frete.

Qual a agência de vocês?

Juliana Vasconcelos - Trabalhamos com a Beckerman, de BTL, com a Grey e a Quadra Criativa, que fez esta última campanha. Descobrimos que a melhor solução seria trabalhar com diferentes provedores, tanto no Brasil como no exterior. O conceito dos nós da atual campanha foi criado globalmente pela Bates.




quarta-feira, 16 de junho de 2010

Drogba e Zidane estrelam anúncio contra a pobreza

Nova York - O marfinense Didier Drogba e o francês Zinedine Zidane, embaixadores da boa vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), estrelaram hoje um anúncio de TV contra a pobreza.

Sob o lema "Não há espectadores, somos todos jogadores", os dois astros do futebol estrearam hoje esse anúncio no qual pedem que todo o mundo enfrente o desafio e se junte à equipe que vencerá a pobreza.

"Não pode haver espectadores na luta contra a pobreza", afirmou Drogba, atacante do Chelsea e capitão da Costa do Marfim, que está no grupo G - mesmo do Brasil - na Copa da África do Sul.

O anúncio, que será exibido em vários idiomas durante a Copa, tem como objetivo respaldar os esforços para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2015.

"A Copa do Mundo une pessoas de todo o mundo para torcer por suas seleções. Precisamos dessa mesma paixão para acabar com a pobreza e a fome", afirmou Zidane, ex-capitão da seleção francesa.

Para Zidane, "agora é o momento de fazer a diferença, já que faltam poucos anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio".

Robinho entra no comercial Write the Future, da Nike

Inclusão foi providenciada depois que Dunga convocou o santista no lugar de Ronaldinho Gaúcho

São Paulo - O comercial Write the Future, criado pela Nike para a Copa do Mundo, incluiu o craque Robinho em seu casting, que já contava com estrelas do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney, Didier Drogba, Franck Ribery, Andrés Iniesta e Ronaldinho Gaúcho, entre outros.

A inclusão foi providenciada porque quando a convocação de Dunga foi divulgada em meados de maio, com a participação de Robinho na Seleção, e não de Ronaldinho Gaúcho, o comercial já estava pronto para veiculação. Para reparar a gafe da campanha, a marca criou uma versão do comercial com Robinho. São 30 segundos exclusivos para o jogador.

Assista ao comercial:



Holandesas são liberadas após serem detidas na Copa

Grupo de torcedoras da Holanda foi retirado do estádio Soccer City durante a partida contra a Dinamarca, acusado de fazer propaganda de uma cervejaria que não patrocina o evento

Johannesburgo - As duas holandesas detidas nesta quarta-feira, por terem participado de uma operação publicitária ilegal durante uma partida da Copa do Mundo, foram liberadas após pagamento de fiança por um tribunal de exceção de Johannesburgo.

As duas pagaram uma fiança de 10.000 rands (cerca de 1.000 euros) e tiveram que deixar seus passaportes com as autoridades, explicou à AFP o porta-voz da polícia Vishnu Naidoo.

Elas foram acusadas de infringir o regulamento sobre direitos de exclusividade, que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) utiliza para proteger os direitos de seus patrocinadores e parceiros oficiais. São suspeitas de terem organizado a ida a um estádio do Mundial de cerca de trinta jovens usando minissaias laranja, com as cores de uma cervejaria holandesa não ligada à Fifa.

O grupo foi assistir à partida entre Holanda e Dinamarca (2-0) na segunda-feira no Soccer City e foi o destaque nas câmeras de televisão cantando e dançando. O Ministério das Relações Exteriores da Holanda classificou a detenção de suas duas cidadãs de "insensata".

PL do marketing de incentivo vai à sanção presidencial

Aprovado pelo Senado, Projeto de Lei visa regular o incentivo ao desempenho do trabalhador por meio de programas motivacionais


São Paulo - Faltam menos de duas semanas para chegar ao fim a luta do mercado de Marketing de Incentivo no Brasil, que já dura quatro anos. Este é o prazo que o Presidente Lula tem para sancionar, ou não, o Projeto de Lei aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O PL regulamenta os incentivos concedidos pelas empresas aos trabalhadores com vínculo empregatício cujos pagamentos, salários e gratificações são passíveis de incidência de encargos trabalhistas e sociais.

A atividade é normatizada em vários países e movimenta bilhões de dólares no mundo todo. Somente nos Estados Unidos, o mercado é de US$ 127 bilhões, segundo estudo da Incentive Federation. No Brasil, as ações de Marketing de Incentivo movimentaram R$ 7 bilhões em 2008, aponta a Associação de Marketing Promocional. Com o segmento regulamentado, a expectativa, segundo a Fundação Instituto de Administração, é que o mercado dobre de tamanho.

O atendimento ao cliente na visão dos CEOs

Itaú, Magazine Luiza, Porto Seguro, Coca-Cola, Lojas Renner, entre outros, explicam como se relacionam com o consumidor

Rio de Janeiro - Um varre o chão. O outro recebe e-mails de reclamação no celular e responde na hora. Mais um entra a noite para resolver todos os problemas. Assim é a vida dos principais executivos de empresas como O Boticário, HP, Porto Seguro, Golden Cross, Lojas Renner, Brasilveículos, Magazine Luiza, Odontoprev, Outback, SulAmérica, Nextel, Coca-Cola, Itaú e Motorola. Pelo menos é o que eles disseram quando o assunto é atendimento ao cliente, em debate organizado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC). Acompanhe a seguir os principais trechos.

Artur Grynbaum, CEO de O Boticário
"Um dos diferenciais do Boticário é que o cliente não busca apenas um produto, mas uma experiência. Temos 15 mil consultoras no Brasil em nossas lojas franqueadas e, se o consumidor não tiver uma boa experiência, ele vai ficar com essa impressão sobre a marca como um todo. Por isso, todo mundo tem que se preocupar com o cliente. Todos nós representamos a marca. Sou um despertador. Meu papel é acelerar. É preciso resolver qualquer problema de forma imediata e, por isso, tenho uma proximidade muito grande com o SAC".

Luiza Helena Trajano, Presidente do Magazine Luiza
"É o cliente quem paga o nosso salário. O complicado é que ele quer uma coisa agora e daqui a 15 minutos quer outra. Não tem jeito de ter bom atendimento se as pessoas do SAC não estiverem comprometidas. Hoje, o SAC é o único departamento operacional que eu cuido diretamente. Se tem um e-mail aqui no meu iPhone de uma reclamação, eu respondo. Atendimento e inovação é o que diferencia uma empresa da outra".

José Galló, CEO da Lojas Renner
"É impossível criar uma empresa duradoura em que o encantamento ao cliente não permeie todos os colaboradores, não só as pessoas da ponta. Esse é o grande mandamento da Renner. Não temos SAC, nem 0800. Temos 11 mil pessoas para resolver os problemas. Meu negócio não é ser presidente. O patrimônio não é o lucro, são as histórias de encantamento do cliente".

Salim Maroun, Presidente da rede de restaurantes Outback
"Meu desafio diário é ser a pessoa que melhor varre o chão da loja. Trabalho para achar as pessoas certas, para saber se ela tem uma alma para a excelência. Sei que erramos, mas queremos pessoas que sejam donas do negócio. O meu trabalho é criar uma estrutura que deixe as pessoas orgulhosas".

Fabio Luchetti, CEO da Porto Seguro
"Estamos tomando conta dos sonhos das pessoas. Por isso, o nosso maior patrimônio são os relacionamentos. Temos sonhos que precisam ser protegidos. Nossa marca é ativada em um momento delicado e o meu grande papel é ser guardião da filosofia da empresa, passando isso para todos os líderes".

Thomaz Menezes, CEO do Grupo SulAmérica Seguros
"Vendemos uma expectativa e a necessidade de prestar um serviço à altura desta expectativa é a nossa maior missão. São 12 milhões de ligações por ano. Isso é muito complexo, mas temos que ter responsabilidade no atendimento ao cliente. O CEO tem que liderar. Cada colaborador tem que ter a responsabilidade, o comprometimento e o engajamento com o cliente. Os 114 anos de sucesso não garantem os próximos anos".

Julio Cezar Oliveira, Presidente da Brasilveículos
"Temos o papel de fazer com que todos os colaboradores estejam comprometidos com o atendimento. Tem que colocar a mão na massa e sentir o cliente para ter a percepção dele com relação ao serviço, que hoje é desenhado de fora para dentro. O presidente tem que colocar a cara para bater em todos os campos de atendimento".

Oscar Clark, CEO da HP do Brasil
"Não há nada mais importante do que o cliente. É óbvio que erros acontecem. Não consigo sair antes das 11 da noite da HP, porque ouço todas as demandas. A estrutura de uma multinacional é complexa, mas temos que dar prioridade ao cliente".

João Carlos Regado, presidente da Golden Cross
"O grande desafio é ter o cliente satisfeito. A empresa precisa ser virtual e estar presente na vida das pessoas para atender o cliente sem que ele precise entrar em contato".

Randal Zanetti, CEO da Odontoprev
"O nosso negócio não está relacionado apenas à saúde, mas ao bem estar. Isso é um desafio que faz com que nos preocupemos com o atendimento. A empresa precisa reagir desde a ponta até todos os colaboradores para fazer com que o atendimento seja satisfatório. Sou a ponta deste processo e atuo para fazer tudo funcionar em todas as esferas da empresa. Por isso, a nossa remuneração variável leva em consideração a satisfação do cliente, do colaborador e do conveniado. Isso garante um atendimento sustentável".

Marcos de Barros Lisboa, Vice-Presidente do Itaú
"A nossa função não é simples, mas fascinante. Estamos muito dentro da vida do consumidor com produtos que são complexos e com muitas pessoas tendo acesso recente a eles. Criamos uma diretoria de qualidade que reflete a cultura de atendimento ao cliente. A nossa remuneração variável também depende da satisfação do cliente. Qualidade de atendimento é um ponto central na nossa cultura hoje".

Mauricio Minas, Vice-Presidente do Bradesco
"O Bradesco se relaciona com o cliente desde a época em que nem todas as pessoas tinham contato com um banco, quando um visionário chamado Amador Aguiar criou a filosofia de atender todos os clientes da melhor forma. Temos 52 milhões de clientes que se relacionam com o banco em diferentes canais. Monitoramos o Twitter, por exemplo, de onde vimos que havia um cliente reclamando que estava há vários minutos numa fila para quitar um leasing. Ligamos para a agência, um funcionário o retirou da fila e resolveu o problema em cinco minutos. O desafio é tratar clientes diferentes de formas diferentes".

Marco Simões, Vice-Presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola
"Temos um problema bom. Somos um país de massa. Temos 190 milhões de consumidores hoje e o nosso desafio é trabalhar a partir de uma rede de varejo representada por um milhão de pontos-de-venda. Desde o grande varejo até a birosca da esquina. Temos que atender cada cliente de forma especial. Estamos aprendendo a atender a nova classe média e trabalhando até na formação profissional em lugares onde não estávamos presentes".

Sérgio Buniac, Vice-Presidente Executivo da Motorola
"Antes do mercado de celulares ser o que é hoje, a Motorola já estava no Brasil. Tinha sete pessoas, sendo duas de atendimento. Eu ligava para os clientes e ouvia suas necessidades. O que eles pedem não é nada menos que o básico. Por isso, todo mundo tem que ter autonomia para resolver os problemas a agir proativamente. Não descanso um dia até que os problemas estejam resolvidos e trabalho para achá-los antes que apareçam".

Alejandro Raposo, Vice-Presidente da Nextel para América Latina
"O setor de telecomunicações tem sido muito criticado e nos destacamos pela consistência do que fazemos com simplicidade. Está nos nossos valores o compromisso com o atendimento ao cliente".

As diferenças entre o consumidor virtual e o do varejo

Segundo levantamento da e-bit, renda média de e-consumidores é maior do que a dos que compram fora de casa


O estudo também apontou para a diferença entre os meios de pagamento utilizados nos dois canais. Os clientes virtuais preferem utilizar o cartão de crédito, tanto na web, quando no varejo físico. Já as pessoas que compram exclusivamente fora de casa utilizam mais o dinheiro na hora do pagamento. Para adquirir produtos de maior valor agregado, entretanto, como eletrodomésticos, eletrônicos e itens de informática, a opção é o cartão.

Dos pesquisados na internet, 56% elegem a web como canal para compra de eletrodomésticos, contra 34% que optam por lojas especializadas fora do meio virtual. Já nos pontos-de-venda físicos, 77% compram o mesmo produto em lojas especializadas, enquanto que 3% consideram adquirir um eletrodomético pelo e-commerce, mesmo não sendo esse o canal utilizado normalmente para fazer compras.

A pesquisa também registrou que 70% dos e-consumidores preferem adquirir ingressos nos endereços eletrônicos e apenas 5% dos consumidores de rua compram seus tíquetes pela internet. O estudo ainda apontou quais são as lojas que serão mais procuradas pelos internautas nos próximos meses. Para o segmento de eletrodomésticos, por exemplo, 8% dos respondentes disseram optar pelo Ponto Frio, 7% pelo Compra Fácil e 5% pelo Walmart.

Já para a categoria papelaria e escritório, a preferência é pela Kalunga, com 14%, seguida pela Livraria Saraiva, com 6%. De acordo com o levantamento são poucas as categorias que os e-consumidores preferem comprar em lojas físicas. Normalmente, a escolha é por produtos que não precisam ser vistos ou tocados, como acontece com artigos de supermercado, cosméticos e perfumaria e moda e acessórios.

Eletrônicos, artigos de informática, eletrodomésticos e livros são as categoriais com mais intenção de compra para os próximos meses entre os consumidores virtuais. Para os e-consumidores, a praticidade e a facilidade na compra on-line estão ligadas à comodidade e ao conforto, além da familiaridade com o ambiente web. Já para o consumidor tradicional, a internet ainda é um obstáculo na hora de adquirir um produto, pela falta de familiaridade com o canal.