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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Bombril divulga filme em resposta à suspensão do Conar

Até a noite do dia 20, comercial estava sendo veiculado no CineBombril, no Conjunto Nacional, em São Paulo

São Paulo - Em resposta à suspensão do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para a campanha de Bom Bril Eco, criada pela WMcCann, a Bombril veiculou filme com o mesmo mote de destacar os atributos ecológicos do produto, porém, não faz menção às esponjas sintéticas, principal concorrente da lã de aço.

Até a noite do dia 20, o comercial estava sendo veiculado no CineBombril, no Conjunto Nacional, em São Paulo.

Na última semana o Conar acolheu o argumento das empresas concorrentes 3M e Bettanin, que entraram com representação alegando que estavam tendo suas imagens afetadas pela campanha. A decisão do Conar está ligada ao fato de o filme em questão não ter embasamento para dizer que a esponja de aço é mais ecológica que as esponjas sintéticas. Segundo a Bombril, a campanha já estava fora do ar desde o início de junho.

Em comunicado, a empresa 3M afirma que recorreu ao Conar "por entender que a campanha em questão poderia suscitar ao consumidor e à sociedade a incorreta interpretação de um tema relevante relacionado ao meio ambiente".

A campanha "Bombril dá de 1001 a zero nos inimigos da natureza" é a primeira criada pela WMcCann. A campanha veiculou os filmes nas principais emissoras do país, como Globo, Record, SBT, Rede TV, Band, Gazeta e também durante a programação de canais fechado como Sony, Universal, Globo News, GNT, Multishow e Warner. Todos são protagonizados pelo ator Carlos Moreno. Em um dos filmes, o garoto Bombril contracena com o ator Paulo Silvino.

Santander investe em universitários para construir marca

Santander Universidades promove projetos de estudantes em parceria com instituições de ensino superior

Rio de Janeiro - O Santander está de olho no futuro. O banco investe em ações voltadas para universitários com o objetivo de oferecer alternativas para que os jovens possam se desenvolver profissionalmente. O investimento não é só no Brasil. O Santander promove a integração dos jovens universitários com o mercado de trabalho em outros 13 países com o objetivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada e, claro, para ter clientes cada vez mais envolvidos com a instituição.

O projeto Santander Universidades engloba professores e funcionários de Instituições de Ensino Superior. Já o perfil dos que participam segue características que o banco prefere dar prioridade, como os alunos que têm alta performance acadêmica com limitações de recursos financeiros.

Para reforçar sua presença no meio acadêmico, o Santander investirá € 600 milhões em projetos de apoio ao ensino superior nos países em que atua até 2015. Em entrevista, Jamil Hannouch, Vice-presidente do Santander Universitário, explica que o objetivo do banco é construir a marca de forma que seja a mais reconhecida e atrativa do mercado financeiro e se tornar referência na sociedade atuando em sintonia com públicos estratégicos como os estudantes.

Qual é a representação dos universitários para o banco?

Jamil Hannouche - O nosso compromisso com a educação começa por dedicar uma atenção especial para o público que contribui com o futuro do país. Os universitários são um dos principais pontos de atenção do Santander Universidades. Nessa fase da vida, uma das grandes tarefas é conseguir administrar trabalho, estudo e lazer. Devido a isto, eles tentam harmonizar suas vontades e desejos com seus deveres e responsabilidades, demonstrando um maior interesse por aquilo que lhe dê base para sua formação futura e que, ao mesmo tempo, lhe proporcione prazer. Por isso, temos um papel fundamental na vida dos universitários: o de orientador financeiro.

Que tipo de estratégia de relacionamento o banco desenvolve para eles?

Jamil Hannouche - O Santander acredita que o investimento no ensino superior é a forma mais direta e eficaz de apostar no desenvolvimento dos países em que o banco está presente. Por meio da Divisão Global Santander Universidades, o banco reforça seu compromisso com a comunidade acadêmica a partir de uma rede de relacionamentos que reúne mais de 360 instituições superiores de ensino conveniadas no Brasil e mais de 850 universidades conveniadas no mundo.

Criado em 1996, o Santander Universitário é um programa de colaboração com as universidades que firma uma aliança entre a comunidade acadêmica e o banco. Desde sua criação, investimos R$ 2 bilhões com a concessão de mais de 70 mil bolsas de estudos. Por acreditar no potencial destes universitários, criamos o Plano de Apoio à Educação Superior (PAES). Assim, o Santander investe em projetos universitários como bolsas, intercâmbio cultural, ciência, inovação, empreendedorismo, incentivo à pesquisa e à mobilidade de alunos.

Quais são as características e adequações de ações para este público?

Jamil Hannouche - Nos relacionamos com os universitários com uma linguagem direta e diferenciada. Oferecemos produtos e serviços com condições adequadas ao momento de vida deles, oferecendo orientação financeira, informações institucionais e iniciativas de apoio à educação, como programas de bolsas de estudo, cátedras e espaços digitais, além de produtos e serviços disponíveis para toda a comunidade acadêmica. O Portal Santander Universidades disponibiliza a seção "Alunos" com notícias, promoções especiais e outras novidades.

Em que ano foi criado o Prêmio Santander Universidades?

Jamil Hannouche - Os Prêmios Santander Universidades foram lançados em 2005 com o objetivo de estimular a atitude empreendedora, a pesquisa científica e apoiar a extensão universitária. Este ano, reformulamos os Prêmios para impactar toda a cadeia de valor da educação: alunos, jovens profissionais, professores e Instituições de Ensino Superior com a premiação total de R$ 1 milhão. Nesta edição, todos os participantes serão contemplados com um curso on-line de empreendedorismo certificado pela Babson College.

Como esta iniciativa pode melhorar a imagem da marca?

Jamil Hannouche - Nosso objetivo com os Prêmios Santander é promover o empreendedorismo, a pesquisa científica e as práticas sustentáveis. Isto reforça os atributos da marca Santander no que se refere à própria sustentabilidade, uma vez que iniciativas como esta projetam nossa visão de futuro, que vê a educação como um pilar estratégico capaz de transformar este país e de acelerar ainda mais o nosso crescimento. Contribuir e trabalhar junto com a sociedade está no nosso DNA e acreditamos que só dessa maneira nossos resultados financeiros se tornarão sustentáveis. Nossa causa pode ser resumida em uma equação social que busca o equilíbrio entre os aspectos econômico, humano e ambiental, gerando retornos positivos para toda a sociedade.

Como você acha que os jovens veem esta iniciativa do Santander?

Jamil Hannouche - A iniciativa é muito bem recebida e admirada. A cada ano nos surpreendemos com o crescimento do número de inscrições e com a criatividade e a capacidade empreendedora dos nossos universitários. Temos um caso bem emblemático, que é o de Américo Amorim. O pernambucano foi um dos vencedores dos Prêmios Santander de Empreendedorismo em 2006 com o programa "iChords", um dicionário on-line e gratuito de acordes musicais. A empresa já chegou a 105 países e assumiu a liderança em downloads de games musicais para iPad pela MusiGames Studio, braço da D'Accord no setor de games. Como o caso dele, temos diversos outros estudantes que montaram suas empresas e aliaram o conhecimento acadêmico à iniciativa empresarial.

Qual a importância para a marca Santander ao estar ligada a toda a cadeia de valor das instituições de ensino superior?

Jamil Hannouche - A aposta em iniciativas de apoio ao ensino superior sempre fez parte da trajetória do Santander e do Real. No ano passado, como parte da integração dos bancos, definimos quatro aspirações para a instituição no Brasil. No tocante à construção da marca, queremos ser a mais reconhecida e atrativa dentre os bancos brasileiros e referência na sociedade. Isso implica em atuarmos em sintonia com públicos estratégicos, entre os quais, os do universo acadêmico.

Com o Talentos da Maturidade e o Prêmio Santander Universidades, resta ao banco investir em ações para o público intermediário. Existe algum projeto para este público?

Jamil Hannouche - O Plano de Apoio à Educação Superior (PAES) foi criado justamente para apoiar toda a cadeia de valor formada pelas Instituições de Ensino Superior: alunos, jovens profissionais, professores e funcionários administrativos. Este Plano fortalece a relação do Santander com o mundo das universidades, estreitando os elos e ampliando as conexões entre uma rede formada pelas instituições de ensino superior parceiras nos cinco continentes.

Esta iniciativa para os jovens é fundamental para a construção de bons profissionais. Como o banco entende a percepção deles no futuro com relação à marca Santander?

Jamil Hannouche - Acredito que consolidaremos cada vez mais a nossa marca junto a este público uma vez que pessoas e conhecimento são os ativos mais valiosos de uma sociedade e, por isto, é prioridade de investimento para o Santander. Queremos construir e fortalecer a cada dia a nossa relação de parceria com nossos clientes. Prova disso é que os clientes que estão com a gente desde a época de universitário, passam a contar com os benefícios do Programa Jovem Profissional, que possui vantagens para apoiá-lo durante três anos a partir da data de sua formatura. Outro projeto é o Santander Caminhos & Escolhas, uma plataforma interativa com ferramentas para o usuário se conhecer melhor e entender o que está reservado para seu futuro. Já o portal Santander Empreendedor é um canal gratuito voltado para a educação financeira que reúne diversas funcionalidades, ferramentas e serviços para a capacitação e orientação.

Que outras ações o Santander realiza para os estudantes brasileiros?

Jamil Hannouche - Com 14 anos de existência do Programa, foram identificados os temas comuns e os mais relevantes para a comunidade acadêmica mundial sempre compartilhando a decisão com os Reitores. Com isso, o Santander Universidades elaborou políticas globais para direcionar seus investimentos em educação de forma estratégica, ampliando sua contribuição ao progresso econômico e social dos países em que está presente.

O Plano de Apoio à Educação Superior (PAES) foi estruturado em quatro eixos estratégicos: Mobilidade, Inovação e Empreendedorismo, Transferência Tecnológica e Apoios acadêmicos. Os projetos realizados para cada uma destas vertentes são Programa Santander Universidades Mobilidade Nacional e Internacional; Prêmios Santander Universidades; Cartão Universidade - TUI e Espaço Digital Santander Universidades; e Digitalização de acervos, Apoio a empresas juniores, Programas de cátedras e Programa de pré-iniciação científica.

Qual o retorno destas ações para a companhia?

Jamil Hannouche - É muito gratificante ter clientes que, de fato, contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada. A realização e implementação destes projetos é a confirmação de que a cada dia investiremos ainda mais em iniciativas de apoio à educação, pois as universidades têm um grande potencial de crescimento e papel estratégico no desenvolvimento do país.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gol e Delta fazem parceria para planos de relacionamento

A partir de hoje, dia 7, consumidores poderão acumular milhas em todos os voos operados pelas duas empresas

Rio de Janeiro - A Gol e a Delta Air Lines firmaram uma parceria para oferecer vantagens aos membros de seus programas de relacionamento. A partir de hoje, dia 7, os consumidores cadastrados nos programas Smiles e SkyMiles poderão acumular milhas em todos os voos operados pelas duas empresas. Com o acordo, o programa da Gol torna-se mais atrativo entre os passageiros que voam para destinos operados pela Delta, como a América do Norte e a Ásia.

Por outro lado, os cadastrados no SkyMiles, da Delta, poderão acumular milhas viajando para 62 lugares do Brasil, da América do Sul e do Caribe. Atualmente, o Smiles tem mais de 6,9 milhões de participantes e oferece vantagens como serviço diferenciado no check-in, permissão para bagagem extra, acesso às salas VIPs e centro de serviço exclusivo.

Já o SkyMiles tem mais de 140 parceiros e conta com cerca de 81 milhões de membros em todo o mundo. Quem participa do programa pode acumular milhagens ao voar Delta e todas as companhias aéreas membros do SkyTeam. Em 2009 foram mais de 230 bilhões de milhas resgatadas no SkyMiles, em mais de 11 milhões de premiações. No período, 8,5% da receita de milhas voadas pela Delta foram de viagens-prêmio.

Reality ucraniano quer pôr políticos na casa de pessoas pobres

Kiev - Um canal de televisão ucraniano anunciou hoje que colocará em prática um novo reality show no qual conhecidos políticos renunciarão aos privilégios e viverão em casa de famílias de baixa renda para conhecer os verdadeiros problemas enfrentados pelo povo.

"Nosso objetivo é mostrar a política real na vida real, como ela realmente é", informou o diretor-geral do canal "1+1", que prepara o projeto, Aleksandr Tkachenko.

A produtora do canal, Oksana Kucherenko, explicou que, segundo as condições do projeto, os políticos que aceitarem o convite e as famílias que se oferecerem para acolhê-los não deverão se conhecer pessoalmente.

Durante vários dias, os políticos não contarão com as regalias a que estão acostumados, como carros oficiais, contas pessoais e contatos com amigos e parentes, para compartilharem o dia a dia das pessoas mais pobres, conhecerem as filas, o estado dos centros médicos públicos e a habitual indiferença dos funcionários para seus problemas.

Depois que passar essa imersão na vida real, os políticos retornarão aos escritórios para tentar resolver os problemas de seus anfitriões e "demonstrar de verdade o que podem fazer por seus compatriotas", de acordo com a produtora.

O diretor-geral do canal detalhou que várias famílias e pelo menos três políticos conhecidos já se candidataram a participar do projeto, que começará a ser gravado na próxima semana. O "1+1" prevê que o programa seja veiculado a partir de setembro.

Tkachenko acrescentou que outros políticos recusaram o convite, enquanto ainda se espera a resposta da ex-primeira-ministra e atual líder opositora Yulia Timoshenko e do ex-presidente do Parlamento e ex-ministro de Exteriores, Arseni Yatseniuk.

O canal de televisão obteve, além disso, o sinal verde do atual presidente do Legislativo, Volodymyr Lytvyn, para distribuir no plenário, na próxima sexta-feira, convites do reality show entre os 450 deputados ucranianos.

Mercado se une contra regras da Anvisa

Manisfesto assinado por 13 entidades dos setores publicitário e produtor critica normas para publicidade de alimentos e bebidas


São Paulo - Uma semana depois de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicar no Diário Oficial da União a regulamentação para publicidade de alimentos e bebidas, 13 entidades do mercado publicitário e produtor divulgaram manifesto contrário ao projeto.

Assinam o texto protesto: ABA (Associação Brasileira de Anunciantes); Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade); Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão); Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação); Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas); ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura); Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas); ANJ (Associação Nacional de Jornais); Central de Outdoor; Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas); Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda); IAB (Interactive Advertising Bureau, Brasil) e Instituto Palavra Aberta.

Em resumo, as associações alegam que a Anvisa ultrapassa suas competências ao criar tais regras, que obrigam que as campanhas contenham alertas sobre os riscos à saúde que a ingestão de alimentos e bebidas com alto teor de gorduras, sal e açúcar podem causar.

Na última semana, o Instituto Alana e a Abia já haviam manifestado posição contrária à regulamentação, sendo que a segunda entidade prometeu mover ação na Justiça contra o projeto.

Leia o manifesto na íntegra:

"Em defesa do estado de direito

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de exorbitar da sua competência mais uma vez, ao tentar agora impor regras para a publicidade de alimentos e bebidas não alcoólicas. Em medida administrativa, na Resolução no 24/2010, a agência cria regras para a propaganda comercial de alimentos e bebidas.

Não é a primeira investida dessa agência. Em outras oportunidades, já tentou se substituir ao Congresso Nacional criando regras para a propaganda de outros produtos, como bebidas alcoólicas, em 2007, e medicamentos populares, em 2009.

Em ambas, a Anvisa foi desautorizada pela Advocacia-Geral da União e, na última delas, também pela Justiça. Sempre que perdeu, foi porque ficou claro que não tinha competência para legislar sobre propaganda comercial. (continua)

Novamente a agência reincide ao legislar em seara que não lhe compete. O artigo 22, inciso 29 da Constituição Federal, diz que é competência privativa da União (Congresso Nacional e Presidência da República) legislar sobre propaganda comercial. O artigo 22 é claro ao dizer que compete à lei federal dispor sobre propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde.

A propaganda brasileira é submetida a um sistema misto de controle que funciona muito bem. Fazem parte dele o severo arcabouço legal no qual avulta o Código de Defesa do Consumidor e, do lado da sociedade civil, o Conar. Este já julgou mais de 7 mil casos em seus trinta anos de existência.

Estabelece um sistema considerado dos mais evoluídos do mundo para regular eticamente mensagens comerciais e é respeitado por anunciantes, agências de propaganda e veículos de comunicação.

As entidades abaixo-assinadas reiteram a sua confiança no Estado democrático de Direito, na primazia da Constituição Federal e confiam que o Congresso Nacional saberá fazer uso da competência constitucional que lhe foi atribuída pela Carta Magna de 1988. Temos certeza, portanto, de que a usurpação de poder ora em curso não há de prosperar."

Expansão de O Boticário agrega ruas e shoppings

Rede de cosméticos investe nos dois modelos para atingir três mil lojas em 2010

Rio de Janeiro - O dilema loja de rua x shopping não cabe para O Boticário. A rede investe nos dois modelos e pretende fechar o ano de 2010 com três mil pontos-de-venda, mostrando que as duas opções de varejo são complementares para a estratégia de crescimento da marca de cosméticos. O projeto foi iniciado em 2007 com um novo modelo de ponto-de-venda para as novas lojas, enquanto outras foram relocalizadas, reformadas e padronizadas com a arquitetura.

A expansão da rede atingiu o número de 915 franqueados e cerca de 870 produtos. O resultado do investimento é de R$ 3,5 bilhões em faturamento no ano passado. Das 2.840 lojas, 68% estão localizadas em ruas. Só elas correspondem a 55% do faturamento do grupo. Os shoppings são os endereços de 15% dos pontos-de-venda, que representam 30% da receita da marca que abre, em média, 200 lojas abertas por ano.

As diferenças regionais fizeram o projeto de expansão da empresa dividir o Brasil em três grupos. Os municípios onde não havia lojas, os que possuem poucos pontos-de-venda e as grandes cidades. Para cada modelo, a companhia dispõe de 40 consultores que avaliam os espaços e dão o aval para o início do projeto. Depois de verificar o potencial destas regiões, a rede se baseia em um sistema de filtros estatísticos que avalia a renda média dos habitantes da região, o seu potencial de mercado para novas lojas, o custo por metro quadrado e o retorno para o franqueado.

Expansão em dois modelos

Apesar de parecer mais fácil, dos grandes municípios brasileiros avaliados no processo de expansão, apenas 60% deles ofereceram reais condições de efetivar a expansão da rede. "Abrir novas lojas, relocalizar, ampliar os pontos-de-venda e padronizar a arquitetura são movimentos feitos ao mesmo tempo. Demanda ferramentas de gestão. Por isso criamos o Sistema de Gerenciamento de Processos Construtivos", aponta Osvaldo Braga Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

O planejamento de expansão das lojas teve forte crescimento no faturamento das lojas de rua. Em algumas delas, a movimentação de consumidores é maior do que qualquer shopping poderia ter. "O número de pessoas que entram nas lojas de rua O Boticário é menor do que nos shoppings. As lojas de rua têm menor capacidade de captar, mas tem um índice de conversão maior do que o dos shoppings", diz Moscon.

O comércio de rua atrai principalmente os consumidores que residem próximos a ele. O tempo máximo de deslocamento que o cliente suporta para chegar ao local de compras é de até 15 minutos, segundo um estudo interno da companhia. A diferença dos shoppings é que a população flutuante não mora perto, mas trabalha próxima destes centros ou estão de passagem pela região por um motivo qualquer. Para fazer disso uma oportunidade, O Boticário investe em Geomarketing, fazendo o cruzamento de dados como a renda média dos consumidores da região e o número da população flutuante do pólo.

Estudo caso a caso

Para escolher os locais ideais para abertura ou reforma das lojas, a empresa estuda a densidade do comércio daquela região, o número de pontos comerciais e até a correlação dos segmentos de outras lojas com os produtos O Boticário. A origem e o destino dos consumidores que entram nas lojas de rua também fizeram parte do estudo que validou a expansão da marca de cosméticos. "Uns saíram de casa para comprar, outros estavam voltando do trabalho. Ao compararmos as lojas de rua com as de shopping, de supermercados e as de galerias verificamos que 50% dos que passavam por ela efetuaram uma compra", conta o Gerente Executivo de Canais de Vendas do Boticário.

Em um processo de relocalização, O Boticário transferiu uma loja de rua para outro logradouro na mesma região, já que a fachada era obstruída por uma árvore. No novo endereço, o número de pessoas dobrou e, consequentemente, aumentou a receita da loja. Em uma outra ocasião, uma simples mudança de uma rua para outra fez com que o trânsito de consumidores passasse de 200 para 600 pessoas a cada hora.

O espaço interno tem custo mais baixo do que os shoppings, está mais próximo do consumidor, é imune à gestão do shopping e possui mais liberdade para realizar ações de marketing. Já os shoppings oferecem estacionamento, são ambientes planejados e não sofrem interferência de decisões políticas sobre o tráfego de uma região. Além disso, estão alheios ao projeto "Cidade Limpa" e às influências climáticas, como enchentes e poluição sonora, por exemplo. "A atuação nos dois modelos de varejo faz com que se perceba vantagens em ambas", completa Osvaldo Braga Moscon, Gerente executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

* com reportagem de Bruno Mello

Marketing direto também está na web

Daniel Morel, ceo da Wunderman, analisa o conceito "Digital is direct"

São Paulo - Sem grandes conquistas em Leões, a Wunderman teve uma importante marca para comemorar durante o 57º Festival de Cannes. Foi na semana do evento, mais precisamente em 22 de junho, que Lester Wunderman, um dos pais do marketing direto e fundador da agência global que leva seu nome desde 1958, completou sua nona década de vida. Hoje a operação mundial é comandada por Daniel Morel, CEO e chairman da Wunderman, mas o próprio garante: "Lester continua firme e ativo na empresa. Há semanas em que ele aparece todos os dias no escritório", contou.

Morel é um dos responsáveis por colocar em prática o conceito mundial da empresa, "Digital is direct", e por garanti-la como agência global de marketing de relacionamento da Microsoft, um de seus principais clientes - ao lado de contas como Ford, Nokia, Dell, Burger King, Diageo, Citibank e Telefônica. "Atualmente nossos clientes são, na maioria, digitais. Mas hoje o digital e o marketing direto se confundem. Toda a web é sobre coletar dados e relacionamento. Web interactive também é marketing direto", explicou.

Integrante do WPP, a Wunderman se beneficia da parceria com algumas das principais agências mundiais, como Y&R, JWT e Ogilvy, no atendimento de grandes contas. Porém, garante que mantém um ótimo relacionamento com agências externas - como no caso de Burger King, atendido pela Crispin Porter + Bogusky - e que, assim como no Brasil, a principal prática para a conquista de clientes ainda é a concorrência. "Temos um sistema integrado no WPP que facilita o atendimento de diferentes disciplinas e agências para o mesmo cliente, como em nosso trabalho com a JWT para Nokia, por exemplo. Outro ponto positivo é que muitos clientes entregam suas contas para as redes, não exatamente para agências específicas, o que nos habilita como agência digital e de marketing direto para grandes anunciantes. Mas na maioria dos casos ainda conquistamos novas contas por meio de concorrência".

Analisando o resultado brasileiro em Direct, onde dos seis Leões conquistados, cinco foram para as chamadas "full agencys" (dois para Ogilvy, dois para a DM9DDB e um para a Loducca.MPM) e apenas um para uma especializada, a Sun/MRM, Morel destacou que a prática é comum, mas não preocupante para seu negócio. "Grandes agências têm hoje pessoal capacitado para a realização de qualquer tipo de trabalho, mas os grandes clientes ainda procuram agências especializadas".

Mas se há anunciantes que procuram as multidisciplinares, a crise ajudou a mostrar, segundo o executivo, que a recíproca também é verdadeira. O problema europeu, que afetou o mercado globalmente, acabou sendo benéfico para a Wunderman. "O que os clientes não querem é desorganização e, em tempo de crise, também procuram focar suas verbas em um único parceiro ou projeto. Durante o último ano, muitos de nossos clientes deixaram toda sua comunicação nas nossas mãos", disse. Os bons resultados se estendem também para 2010, na previsão do ceo. "De acordo com o Advertising Age's Agency Report, nossa rede teve rendimento de US$ 828 milhões ano passado. Este ano estamos investindo mais e trabalhando mais, o que pode nos levar para perto de US$ 1 bilhão", apontou.

O Brasil aparece, na opinião de Morel, como referência entre os mais de 130 escritórios da Wunderman em 55 países, que empregam aproximadamente sete mil profissionais. "Acredito que a operação brasileira está entre o top 5, atrás apenas de mercados-chave como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Ela é uma inspiração global em muitos pontos, especialmente na parte criativa", concluiu.

Mais uma alternativa publicitária para o Twitter

Site não confirma, mas perfil @earlybird pode ser a terceira forma de gerar receita com tuíte

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São Paulo - O Twitter criou recentemente, e sem fazer alarde, uma conta que pode dar pistas sobre a terceira forma de gerar renda para o site: é o perfil @earlybird

Segundo especulações de veículos internacionais como The Guardian e ReadWriteWeb, a conta mostraria ofertas e promoções diárias de diversas empresas e marcas para seus seguidores. O novo formato sugere uma lista opt-in, em que só receberiam mensagens publicitárias os perfis que seguem o @earlybird.

Os dois modelos já lançados pelo Twitter - "promoted tweets" e "sponsored trends" - têm gerado boas respostas. Na última ação feita no microblog, a Coca-Cola integrou os dois formatos e alcançou 86 milhões de impressões nas primeiras 24 horas. Isso significa uma média de 3,6 milhões de impressões por hora, com uma taxa de interação de 6%, o que excede a média atingida pela publicidade tradicional na web, que é de 0,02%.

Sobre o @earlybird, o site não se pronuncia, mas o perfil já causa curiosidade antes mesmo de divulgar qualquer informação mais precisa.

Derrota da Seleção não prejudica marcas

Desclassificação na Copa não se reflete nos patrocinadores, dizem especialistas

São Paulo - O Brasil despediu-se da Copa do Mundo de 2010 na última sexta-feira (2), mas, apesar da derrota, o resultado negativo não chega aos patrocinadores. É o que defendem alguns especialistas em marketing e especificamente em marketing esportivo. A Seleção Brasileira volta para a casa sem a taça e o título do hexacampeonato e até em meio a críticas pelo desempenho. Mesmo assim, os patrocinadores colhem, de qualquer forma, louros pelo apoio ao time e ao futebol brasileiro.

"Na vitória, se explora o apoio e a vitória junto com o time, mas na derrota não se perde junto", apontou Marcelo Boschi, especialista em marketing da ESPM RJ. Ele lembrou que as empresas estão preparadas para esta perda. "E entendem que suas estratégias de patrocínio não serão afetadas, pelo contrário, vão explorar a ideia de que estão juntas do time e da torcida, tanto na vitória quanto na derrota. É parte da lógica do investimento no esporte: só um ganha e os perdedores não se prejudicam", falou. Boschi apontou as ações de comunicação que são lançadas em casos como este. "Vemos estratégias específicas mostrando que o patrocínio vai além da vitória, que os patrocinadores são Brasil e apostaram no Brasil", colocou, destacando que o sentimento vira o mote das ações publicitárias.

Mas, para realmente reverter o insucesso da seleção em um saldo positivo, entram em campo as estratégias de marketing. "Durante várias Copas, com vitória da seleção ou o desempenho negativo, os patrocinadores, quando bem orientados e com planejamento adequado prevendo a vitória ou a derrota, sempre têm saldo positivo. Um pouco maior ou um pouco menor. A percepção do patrocinador pelo torcedor ou consumidor é de parceria. O patrocinador é encarado como benfeitor", avaliou José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment e presidente da Abraesporte. Ele acrescentou que o recall não fica ligado à performance da equipe. "O torcedor, na sua grande maioria, está ligado no futebol e não exclusivamente na Copa. Dois ou três dias após o término da Copa ou da desclassificação, começam os jogos entre os times locais e nacionais. E aí está o torcedor e toda a mídia acompanhando, vibrando e discutindo mais um campeonato. Depois vem outro, mais outros, até chegar a próxima Copa", destacou.

Fernando Trevisan, diretor geral da Trevisan Escola de Negócios, reforçou que, com a eliminação, a hora é para vincular a marca a uma atitude, mais do que a um resultado. "Por isso, o impacto do desempenho dentro de campo da seleção brasileira na marca patrocinadora depende mais da forma como a seleção se comportou ao longo do torneio e como os valores inerentes ao esporte foram demonstrados, do que do placar final", destacou.

Já Randes Enes, especialista em marketing da FGV Management, frisou que os patrocinadores vêm ganhando há algum tempo. "O grande sucesso da marca em se associar à Seleção é mais como reforço de imagem do que somente de posicionamento estratégico. Patrocinar o Brasil, com toda visibilidade que isso dá, mostra que o papel já foi cumprido", avaliou. Para ele, nesta Copa foi feito um trabalho agressivo de exposição de marca, indo muito além dos banners. "Houve um trabalho fantástico, muito vantajoso, com resultados e objetivos que com certeza foram atingidos. As marcas exploraram não só o esporte, mas a gestão do negócio, que hoje é o futebol", ressaltou, citando como exemplo de estratégia vitoriosa o patrocínio da TAM, que decorou o avião que transportou a Seleção Brasileira. "As marcas pisaram na África antes da Seleção. Houve um alinhamento fantástico entre os patrocinadores e a CBF", finalizou.

Nesta Copa, a Seleção Brasileira foi patrocinada pelas seguintes empresas: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Nestlé, Volkswagen, TAM, Seara, Gillette e Extra.

Nike é processada por ex-jogador da Seleção

Marca usou sem autorização fotos de Gylmar dos Santos Neves, ex-goleiro da Seleção Brasileira


São Paulo - A Nike do Brasil perdeu judicialmente uma ação movida pelo ex-goleiro da Seleção Brasileira Gylmar dos Santos Neves, que jogou nos mundiais de 1958 e 1962. A marca utilizou indevidamente fotos do ex-jogador para lançar uma coleção de roupas com a temática "campeões mundiais", em 2006, chamada "Nike Brasil 5 estrelas"

De acordo com Flavia Mansur Murad Schaal, advogada do escritório responsável pela defesa de Gylmar no processo, a Nike divulgou a campanha sem nenhum tipo de autorização do ex-atleta, que teve sua imagem estampada em painéis publicitários dentro da loja recém inaugurada na época, em São Paulo, e sua imagem e atributos pessoais e profissionais associados à marca. As imagens foram vistas por conhecidos do ex-jogador, que o alertaram.

Após ser notificada, a Nike recusou-se a remunerar Gylmar pelo uso das imagens, não aceitando nenhum tipo de acordo, motivo pelo qual o ex-jogador entrou na justiça. A marca argumentou ter direito sobre as imagens por meio de um acordo fechado com a CBF.

No processo, a Nike defendeu que estaria fazendo uso do "direito de arena", pelo qual as imagens de um espetáculo pertenceriam à instituição que o patrocina, no caso, a CBF. Segundo Flávia Mansur, esse argumento foi derrubado ao longo da ação.

Procurada, a Nike não quis se pronunciar sobre o caso, mas disse que a sentença ainda não é final. A marca ainda pode recorrer da decisão judicial. Se perder, deverá pagar um valor estimado em 100 mil reais ao ex-jogador.