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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sky entra em favelas para ampliar atuação no Rio

Operadora lança pacote econômico para moradores de comunidades pacificadas

Assim como as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) são vistas como uma esperança de dias melhores para os moradores, a Sky entra em um momento de transição com a proposta de substituir os 'gatos', ou ligações clandestinas, feitos para que os moradores tenham acesso ao conteúdo da principal concorrente da operadora no Brasil, a Net.

Mas não adiantaria oferecer o serviço de TV paga em comunidades carentes sem um plano de acordo com a realidade financeira dos consumidores. Pensando nisso, o projeto oferece um pacote com 89 canais ao preço de R$ 44,90. "O nosso investimento é em preços diferenciados para estas comunidades", diz o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista da Rocha, em entrevista.

Sky na TV e na rua

O prazo para que os pacotes Sky UPP estejam disponíveis é de 30 dias. Nas favelas já pacificadas pelo governo, a empresa pretende inaugurar um espaço físico para atender às demandas dos assinantes de forma mais fácil. A ideia é contratar moradores das regiões a fim de diminuir os gastos de tempo e dinheiro com transporte, além de contar com um funcionário familiarizado com o ambiente de trabalho.

O pacote acessível para as comunidades será estendido para toda a cidade em breve. O valor da mensalidade anunciado neste projeto é R$ 25,00 mais barato que o plano mais popular da Sky, o que deve aumentar a receita da companhia em curto prazo. "Atingir a liderança de mercado não é o nosso objetivo principal. Mas se ela vier como reconhecimento da população, será muito bem-vinda", explica Baptista Rocha.

Com esta estratégia de Marketing, a Sky espera ser vista como uma operadora de TV por assinatura para todos os perfis de consumidores. "Neste projeto, a Sky não poderia deixar de participar. Estamos pavimentando a inclusão social, o que já deixa de ser o trabalho das UPPs", aponta o Presidente da operadora de TV via satélite.

Qualidade é a chave para o serviço

Mesmo com características mais populares, a qualidade do serviço oferecido nas favelas será rigorosamente a mesma que a empresa disponibiliza em seus planos mais caros. "Qualidade é a chave dos serviços da Sky. Este será o elo para a construção de uma relação com as comunidades", afirma o Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Ricardo Henriques.

Um dos objetivos desta ação é desfazer a cultura dos moradores de favelas que fazem uso indevido de serviços de TV por assinatura. Os 'gatos' já ganharam até apelido entre os 'assinantes', o que reforça a presença da concorrente na cidade carioca. Mesmo assim, a Sky já espera o lançamento de pacotes econômicos por parte das outras operadoras de TV por assinatura. "A Sky é uma empresa cidadã e a competição só nos faz melhorar", completa Baptista.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Brasil Foods patrocina Instituto Lançar-se para o Futuro

Objetivo é apoiar jovens e replicar iniciativa para cidades onde há plantas industriais da empresa

A BRF Brasil Foods anunciou nesta terça-feira 31, em evento no Rio de Janeiro, o patrocínio anual de R$ 1 milhão para o Instituto “Lançar-se para o Futuro”, fundado e coordenado pelo professor Paulo Servo, de Curicica.

O objetivo é apoiar mais de 600 jovens atendidos pelo projeto que funciona desde 1982 no bairro da Zona Oeste carioca e ainda replicar a iniciativa em cidades onde a Brasil Foods tem plantas industriais.

A velocista Bárbara Leôncio, promessa do atletismo brasileiro também será patrocinada pela empresa. O evento teve a presença de José Antonio Fay, presidente da BRF Brasil Foods e com o patrocínio, a meta é que até os Jogos Olímpicos Rio 2016, o projeto tenha cinco mil atletas em treinamento.

HP patrocina Consciente Coletivo

Projeto, em parceria com o Instituto Akatu e Canal Futura, busca disseminar consumo consciente no processo educativo



Em busca de ampliar sua relação com projetos de sustentabilidade, a HP patrocina projeto que promove a educação sobre o consumo consciente entre jovens. Realizada em parceria com o Instituto Akatu e com o canal Futura, a ação recebeu investimentos da marca na ordem de R$ 2 milhões entre 2008 e 2009 - período em que o projeto foi planejado e testado em forma de piloto.

Lançado oficialmente na última quinta-feira (02), em São Paulo, o projeto Consciente Coletivo visa levar o tema para salas de aulas de todo o Brasil - para alunos de 5ª e 9ª série do ensino fundamental - e para a programação do Canal Futura, que irá transmitir uma série de 10 “programetes” em formato de animação. Cada vídeo, produzido pelo próprio canal, terá cerca de dois minutos e abordarão temas como sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo de água e energia.

"No início não imaginava que o programa teria essa abrangência. Mais do que retorno para a marca, queremos transformar essa ação em um bem da sociedade", afirma Kami Saidi, diretor de operações para o Mercosul e do Programa de Sustentabilidade Ambiental da HP Brasil.

Ao longo do planejamento, foram desenvolvidos materiais didáticos para serem utilizados, a princípio, em escolas públicas de cinco regiões do País, mas no futuro, a ideia é que instituições privadas também adotem o conteúdo. "Vamos capacitar um coordenador pedagógico de cada escola para que ele, a partir do material didático, desenvolva um projeto que respeite as características dos alunos e da região", detalha Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Para Lúcia Araújo, gerente-geral do Canal Futura, a veiculação do projeto na mídia ajudará a espalhar a ideia pelo País. A executiva lembra que o canal alcança hoje 70 milhões de pessoas e que todos os vídeos do Coletivo Consciente estarão disponíveis para Downloads no site da emissora.

por Daniela Dahrouge

Pesquisa para criar marcas fortes

Uma pesquisa sobre a marca possibilita desenvolver novos elementos diferenciais para os produtos ou serviços, encontrar novas oportunidades de mercado e antecipar os desejos dos consumidores.

Como todos vocês, profissionais de Marketing, devem saber, para criar um marca forte, é preciso entender de pessoas, de gente. Para isso, é necessário fazer pesquisa. Muita pesquisa. Desde as tradicionais até as antropológicas. É preciso observar, ouvir, estar aberto e ter curiosidade para acessar as inquietações, necessidades e desejos dos consumidores, ensinou a aula sobre pesquisa no Curso Avançando de Branding do Grupo Troiano.

Vale passar um dia como vendedor, na casa da consumidora e atrás do espelho no focus group. O importante é não construir uma marca de dentro da empresa para o mercado ou mesmo somente de fora para dentro. Fazer pesquisa para Branding é importante para ampliar a visão da marca, embasar estratégias e gerenciar ações planejadas.

É preciso, no entanto, estar atento aos limites da pesquisa, pois nem todo problema de marca precisa ser resolvido com um levantamento. O consumidor também não substitui o profissional de Marketing, mas é importante ouvi-lo para testar o conceito de uma marca. Uma pesquisa sobre a marca possibilita desenvolver novos elementos diferenciais para os produtos ou serviços, encontrar novas oportunidades de mercado e antecipar os desejos dos consumidores.

Cuidado com algumas armadilhas:

1) Leitura muito literal de resultados não é tão ruim ou pior do que pesquisa nenhuma

2) Amostras grandes não necessariamente indicam estudos melhores, mas certamente custos maiores

3) Muito cuidado quando a pesquisa contrariar o bom senso

4) Boa pesquisa começa com boas hipóteses

5) Pesquisa não substitui a barriga no balcão

6) Use um fornecedor especializado

7) Não pergunte aquilo que você sabe que o consumidor não pode responder

8) Pesquisa não é barata. Não adianta comprar apenas pelo preço

9) Pense no que vai fazer com as informações

10) Pesquisa é inspiração, a decisão é do executivo.

Redes sociais são mais eficientes para marcas locais

Opinião é de Simon Silvester, diretor de planejamento da Wunderman para Europa, Oriente Médio e África

São Paulo - Tornar as empresas locais em vez de globais. Inverter um dos principais objetivos do marketing pode parecer insanidade, mas não para Simon Silvester, diretor de planejamento da Wunderman para Europa, Oriente Médio e África. O físico inglês formado pela Universidade de Cambridge e autor de diversos livros, entre eles "Mobile Mania", acredita que para estar presente nas redes sociais, as empresas precisam ser locais, pois ganham mais relevância nesse contexto virtual. "A rede social é um espaço sobre pessoas locais que se conhecem para se tratar de coisas locais. Uma marca nacional ou global que entra nesse universo não vai dar certo porque ela não pertence àquele lugar. Já uma marca local, como um bar da esquina, por exemplo, ele sim pode estar ali", afirma Silvester.

O executivo vai além e diz que a rede social é um espaço no qual as pessoas querem diversão e não serem atormentadas com publicidade irrelevante para elas. "As pessoas estão preocupadas em se divertir, escutar músicas, compartilhar interesses nas redes sociais. A última coisa que elas querem é se preocupar com marketing. Muitas empresas estão entrando no Facebook e Orkut e isso não está funcionando porque irrita as pessoas. Temos que aceitar que o marketing não faz parte dessa conversa".

Silvester também chama a atenção para a popularização da internet e, com isso, a realização de ações publicitárias sem fim neste meio. O problema, segundo o executivo, é que não se pensa em como fazer corretamente essa comunicação. "Percebo que o marketing digital está se popularizando rapidamente. Hoje todos dizem 'eu tenho um website' ou 'eu faço isso, eu faço aquilo'. Mas ninguém sabe por que está fazendo aquilo. Pelo fato do digital ser muito novo, o momento de filosofar a respeito ainda está em desenvolvimento", comenta.

Dentre as maneiras de acessar a web, Silvester tem um particular interesse pelo celular. Segundo o executivo, esse é o último aparelho que as pessoas largam à noite e o primeiro que usam pela manhã. Além disso, Silvester afirma que hoje há 3,5 bilhões de aparelhos ativos em todo o globo, um número superior ao 1,2 bilhão de computadores hoje conectados à rede. "Quando se trata de celular você fala com quase todas as pessoas do mundo!", afirma.

Entre os países que melhor e mais exploram os serviços oferecidos pelo celular, Silvester aponta o Japão. Para ele, o país possui os aparelhos mais sofisticados. O único problema é que eles não funcionam fora da região. "Hoje, cerca de 80% dos aparelhos vendidos no Japão têm TV e por isso, eles assistem muita TV pelo celular", diz. Em visita ao Japão antes do Natal, Silvester fala que o hit de venda era um celular à prova d'água porque muitos japoneses gostam de tomar banho assistindo TV. "É engraçado, mas o mercado se adaptou aos costumes locais", observa Silvester.

Outra estratégia do país do sol nascente que chamou sua atenção foi a adotada pelo McDonald's. Lá, eles mandam cupons de desconto para o celular dos consumidores cinco minutos antes da hora do almoço dos japoneses, que é entre 12h e 13h. "É uma poderosa estratégia! Por isso, meu conselho é apresentar a oferta certa, para as pessoas certas, no momento certo", opina Silvester.

Apesar do Brasil não estar avançado no uso de celular como o Japão, o executivo, que já visita o País há 10 anos, comenta que o consumo do brasileiro aumentou bastante. "Percebo que as pessoas têm mais dinheiro, os carros estão mais modernos, há mais arranha-céus e shopping centers mais sofisticados. O mesmo acontece com a China. Já Londres continua a mesma há anos", observa.

Por fim, Silvester declara que a crise econômica mudou toda a sociedade mundial. "Foi o fim de um capítulo, de um estilo de vida e trouxe novas perspectivas", conclui.

Absolut faz promoção no Twitter e no Facebook

Ação distribuirá garrafas de Absolut Pears entre os internautas

A Absolut lança uma ação com foco nas redes sociais para promover a Absolut Pears, versão que combina o sabor da pera com especiarias. Em vários momentos do dia, a marca postará links em seus perfis do Facebook e do Twitter com uma imagem conceitual do produto. Os primeiros internautas que encontrarem e derem um RT no link, no caso do Twitter, e/ou curtirem a mensagem no Facebook ganharão uma garrafa de Absolut Pears. Essa é a primeira vez que a Absolut realiza um concurso em redes sociais para os consumidores brasileiros.

Escândalo do Banrisul envolve DCS e SLM

Desvio de verba de marketing é alvo de investigação da Polícia Federal

A notícia do dia em Porto Alegre é a ação da Polícia Federal no departamento de marketing do Banrisul. O superintendente de marketing do banco, Walney Fehlberg, já foi preso. Diretores das agências SLM (Gilson Storke) e DCS (Armando D'Elia Neto) também foram enquadrados pela PF .

Os escritórios das duas agências também teriam sido lacrados pelos agentes federais na manhã desta quinta-feira (02). O suposto escândalo relembra o mensalão de Marcos Valério, episódio que levou a publicidade para o noticiário policial. A PF teria encontrado com os acusados de fraude e lavagem de dinheiro cerca de R$ 2 milhões de origem suspeita.

Não foi detalhado o motivo da operação da PF, mas o presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, foi informado no início do dia. Pelos cálculos, o desvio envolveria R$ 10 milhões. O procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, acompanha o caso.

por Ana Paula Jung e Paulo Macedo

Volkswagen usa aplicativo de iPad para promover SpaceFox

Aplicativo possibilita criação de desenhos a partir da imagem do modelo da VW

São Paulo - A campanha do Novo SpaceFox, da Volkswagen, tem mais uma novidade: a partir de agora, um aplicativo no iPad desenvolvido pela AlmapBBDO para o SpaceFox - o VW SpaceFox Art Maker - está disponível para os consumidores. A Volkswagen, que há alguns dias lançou o aplicativo para o iPhone na Apple Store, agora disponibiliza aplicativo para iPad desenvolvido para a campanha publicitária de um modelo de automóvel.

A campanha para o SpaceFox começou com o filme "Ovelha-Nuvem", em veiculação. Para acessar o VW SpaceFox Art Maker para o iPad, basta acessar a loja de aplicativos da Apple. Com ele, é possível criar desenhos inusitados a partir da imagem do modelo da Volkswagen.

O aplicativo segue o conceito "Novo SpaceFox. Cabe tudo que você imaginar." e reforça a ligação da montadora com os consumidores que são o alvo da campanha: jovens independentes que gostam de novidades e aventuras.



Ford oferece internet dentro do carro

Sistema foi desenvolvido pela montadora em parceria com a Microsoft

A Ford vai disponibilizar em seus veículos conexão sem fio para internet com a introdução da segunda geração do Sync, um sistema de conectividade veicular. Ao inserir um modem móvel de banda larga na entrada USB do Sync, o usuário contará com uma conexão sem fio podendo ser usada pelos passageiros para se conectar na internet por meio dos dispositivos móveis como notebook, netbook, ipod, ipad, celular, e outros.

sábado, 21 de agosto de 2010

Comportamento em redes sociais ainda é desafio para marcas

Andrea Harrison, VP da Razorfish, fala sobre como mensurar respostas na internet e explica a metodologia SIM Score, métrica adotada pela empresa

São Paulo - De acordo com estimativas da ComScore, em 2011 as mídias sociais deverão representar 11% do tempo online dos usuários de internet no mercado americano. No Brasil, essa porcentagem já bate hoje a taxa de 87%, segundo pesquisa do Ibope Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN). Esses dados colocam o país em décimo lugar entre os maiores usuários de sites como Orkut, YouTube, Twitter, Facebook, ou LinkedIn.

Em razão desses altos índices, e da urgência deles, a mensuração das ações publicitárias dentro das redes sociais é um grande desafio do marketing digital justamente porque boa parte dos profissionais não adaptaram suas organizações ao comportamento social que move esse tipo de mídia.

Andrea Harrison, VP de Social Influence Marketing (SIM) da agência Razorfish, esteve no Brasil durante esta semana e concedeu um entrevista ao site EXAME, em que fala sobre a especificidade de se criar ações de marketing para redes sociais, assim como a de medir os resultados das campanhas que acontecem nesse ambiente. Participou também da conversa Fernando Tassinari, general manager da Razorfish no Brasil.

Ao contrário dos parâmetros utilizados pela televisão, como o GRP (Gr oss Rating Points), a internet requer a aplicação de conceitos de behavioral targeting, através dos quais se pode analisar o comportamento dos usuários. "Não faz sentido usar critérios como o GRP, pois na internet há interação e mobilidade. A TV é fixa, e o usuário de TV, passivo. Já na Internet é possível medir o que o usuário fez a partir da propaganda", diz Tassinari.


Para Andrea Harrison, o próprio fato de as pessoas interagirem na internet já é uma forma de mensuração, mas é preciso ir além disso e procurar entender qual o sentido dessas interações para as campanhas e para a saúde das marcas, buscando saber também a origem de cada conversa, o valor dela - se é positiva, neutra ou negativa - e se os comentários produzidos pelos usuários nas redes sociais levam a comportamentos secundários relacionados às marcas.

Citando como exemplo a recente e bem sucedida campanha da Old Spice, Andrea explica que quando a própria marca admite para si a função de iniciar uma conversa online com seus consumidores, fica muito mais fácil mensurar os resultados e a profundidade da relação marca-consumidor: "Na campanha da Old Spice, a marca criou vídeos com Isaiah Mustafa (jogador profissional de futebol americano) conversando diretamente com o público e os compartilhou no YouTube. Ali estava o contato da marca com os usuários. A própria marca criou isso. E cada vez que as pessoas citavam a campanha ou compartilhavam os vídeos, a Old Spice sabia exatamente a origem das interações, porque ela é que havia dado início a tudo. Acho que, a partir desse exemplo, o que podemos fazer como publicitários e anunciantes é criar nossas próprias mensagens, de forma que a mensuração das respostas torne-se mais fácil", diz.

A VP da Razorfish explicou também como funciona a metodologia SIM Score (Social Influence Marketing), desenvolvida e adotada pela Razorfish, e que está agora sendo trazida para o Brasil com a recente abertura de um escritório da companhia em São Paulo. Segundo Andrea, a SIM Score combina duas grandezas - sentimento e alcance das menções nas redes sociais - para medir a saúde social de uma marca na internet: "O sentimento de uma conversa sobre uma marca pode ser positivo, negativo ou neutro dependendo do que alguém diz. Cruzando-o com a profundidade que as citações da marca alcançam na internet, chegamos a um resultado, expresso em um score entre 1 e 100. Quanto maiores forem o sentimento positivo e o alcance atingidos pela campanha, maior será o score dela. Sentimentos positivos valem mais pontos do que sentimentos negativos, e um alcance extenso vale mais pontos do que postar uma mensagem e não ter ninguém atingido por ela, explica Andrea.

Com o uso da metodologia, a ideia é permitir às marcas a oportunidade de terem seu próprio SIM Score e compará-lo aos resultados alcançados por outras marcas tanto da mesma categoria como da indústria em geral. "Por exemplo, podemos fazer um cálculo de SIM Score para Nike e Apple, mesmo não sendo das mesmas categorias de consumo, e descobrir que de todas as marcas, Apple tem o SIM Score mais alto no mercado", completa Andrea.

Mesmo utilizando a própria metodologia para acompanhar o desempenho das marcas nas redes sociais, no entanto, Andrea não descarta o uso do GRP (Gross Rating Points), método mais utilizado para medir a audiência em campanhas televisivas, porém acredita que esse método poderia funcionar de forma mais efetiva integrado ao SIM Score, já que, como comentou Tassinari, na internet existe mobilidade e uma interação instantânea, diferente da TV, onde o consumidor é somente receptor: "Não é que estamos utilizando o SIM Score em vez de usar o GRP. O GRP é, na verdade, algo que amaríamos correlacionar ao SIM Score. Poderíamos usar o SIM Score para representar a saúde social de uma marca, mas em correlação com o GRP, para entender se um alto SIM Score está relacionado a um alto GRP. Há muitas correlações que gostaríamos de fazer. Por exemplo, nas vendas de uma companhia, um alto SIM Score resulta em um maiores vendas? Ou então pegar as vendas de um período específico de tempo e fazer um cálculo de SIM Score para esse mesmo período de tempo e correlacionar os dados para ver até que ponto os números estão relacionados um ao outro", exemplifica.

Um dos retornos que o maior investimento de empresas em pesquisas relacionadas a métricas na web é que na medida em que a efetividade dessas ações for comprovada, pode ocorrer uma abertura maior do mercado publicitário para mídias interativas. Hoje, cerca de 4% dos investimentos publicitários é destinado para a web. A porcentagem ainda é bastante baixa, se comparada a países como Estados Unidos e Inglaterra, e mesmo se comparada à disposição publicitária brasileira para a televisão, dona de cerca de 60% dos investimentos de acordo com a última pesquisa Mídia Dados.