Visitantes

contador de visitas para blog

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Consumidores preferem usar smartphones a interagir com vendedores

Estudo mostra que utilização dos aparelhos encoraja clientes a explorarem canais de varejo alternativos


Cerca de 73% dos usuários de smartphones afirmam preferir utilizar o aparelho ao invés de interagir com vendedores na lojas, segundo uma pesquisa da Accenture. O estudo também mostra que 71% dos entrevistados são a favor de usar o aparelho para encontrar uma loja com o produto desejado disponível. Esses resultados indicam que o crescimento do número de smartphones encorajaram os consumidores a explorarem canais de varejo alternativos.

O levantamento foi realizado em 10 países (Estados Unidos, França, Espanha, Itália, Reino Unido, Alemanha, Japão, China e Índia) e mostra que os cupons online de desconto podem ser uma parte importante da experiência de compra. Os aplicativos oferecidos por grandes varejistas são conhecidos por 69% dos usuários e 48% já baixaram pelo menos um dispositivo. Quase todos os entrevistados (90%) classificaram as ferramentas como “úteis” ou “muito úteis”.

O mercado se mostra promissor para quem pretende investir. Aproximadamente 48% dos usuários de celulares convencionais planejam adquirir smartphones no próximo ano. Já um total de 73% dos participantes da pesquisa afirmam que desejam receber avisos de descontos no aparelho e 79% pretendem baixar os cupons. Em contrapartida, apenas 48% dos entrevistados afirmaram ter adquirido um cupom de desconto. Para 54% dos consultados, perder a privacidade é a maior preocupação ao adquirir um smartphone, seguida pela diminuição do contato com o vendedor da loja (59%), enquanto 30% têm receio de que os preços sofram aumento.

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing | 22/02/2011
pauta@mundodomarketing.com.br

OMO oferece curso online para donas de casa

Consumidoras receberão diploma de Personal Dona de Casa no fim das aulas


A OMO inaugura o Centro de Capacitação da Super Nice, um espaço virtual desenvolvido pela marca. O site oferece cursos a donas de casa e empregadas domésticas que abordarão temas como organização e limpeza da casa, economia doméstica, postura e comportamento. Serão nove módulos e, após uma prova realizada no final, a participante recebe um diploma de “Personal Dona de Casa”.

O conteúdo está disponível em áudio e arquivos, o que possibilita à participante escolher o horário que assistirá sua aula. A página oferece ainda informações do mercado de trabalho, dicas sobre como montar o currículo e um mural com vagas de emprego, fornecidas pela Catho.

A ação faz parte da estratégia da empresa para lançar o OMO Super Concentrado, que também conta com o concurso cultural “Eu sou Super”, em parceria com a Whirlpool. Para participar é preciso se cadastrar no site e responder a pergunta “O que uma Personal Dona de Casa precisa para ser Super?”. As autoras das cinco melhores respostas ganharão uma lavadora de roupas Brastemp ative! 9Kg e um ano grátis do lançamento da OMO. A ação vai até o dia 21 de março.

Por Juliana Castro, do Mundo do Marketing | 22/02/2011
pauta@mundodomarketing.com.br

Eudora pretende atrair 22% das consumidoras de cosméticos

Marca do Grupo Boticário foca principalmente o mercado de vendas diretas com novo modelo de distribuição

O Grupo Boticário expande seus negócios com o lançamento de Eudora. Nascida multicanal, a marca contará com flagship stores e venda na internet, mas seu principal canal de atuação será a venda direta. A iniciativa é resultado da observação de uma oportunidade de mercado, a partir de pesquisas realizadas com mais de quatro mil mulheres nos últimos 18 meses. Ainda no primeiro trimestre de 2011, as consumidoras poderão conhecer os cerca de 300 produtos distribuídos em perfumaria, maquiagem, corpo e banho, além de acessórios.

Com o lançamento, o grupo passa a ter duas marcas de consumo – O Boticário e Eudora –, além das companhias Aerofarma e O Boticário Internacional. Com a nova marca, a empresa espera ampliar sua atuação no mercado de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal atingindo um perfil de consumidora diferente de sua principal marca.

Para o desenvolvimento de Eudora, em parceria com as agências B+G Designers e Future Brand, os executivos da empresa mergulharam no universo feminino e optaram por quatro grandes pilares que regem as submarcas e fazem referência aos diferentes momentos vividos pelas mulheres: Aflorá, para situações casuais; Soul, para momentos descolados; Eudora, que será a linha mais sofisticada, e S, com produtos eróticos e para casais.

Cosméticos para uma nova mulher
Para o Grupo Boticário, o grande diferencial de Eudora é justamente a conexão que os produtos podem criar com a mulher em cada situação do dia a dia. “Enxergamos uma oportunidade que representa de 20% a 22% de consumo do mercado brasileiro em que nenhuma marca de cosméticos – nacional ou internacional – está inserida. É essa mulher mais contemporânea, vivendo um momento de transição, multidisciplinar por natureza”, explica Ivon Neves, Diretor de Trade e Canais de Eudora, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O estudo sobre este perfil feminino indicou não apenas que essa mulher vem conquistando o seu espaço e o poder no mercado, mas também que ela busca um resgate do simples, dos sentidos, da natureza e dos momentos consigo mesma. Por isso, a estratégia de Eudora é permeada por questões comportamentais.

Grupo Boticário lança Eudora

“Com a virada do milênio, um novo perfil de mulher apareceu. Nas décadas de 1980 e 1990, elas foram atrás de suas conquistas utilizando códigos masculinos, como ombreiras. Hoje, há uma reconexão com os sentidos. A mulher continua com força, mas sem abrir mão da sensibilidade e da feminilidade. Pensando nesse conceito, percebemos que não havia empresa de cosméticos falando com essa consumidora diretamente”, diz Mauricio Borges, Gerente de Comunicação e Marca de Eudora, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Porta a porta diferente
A estruturação da arquitertura do portfólio levou em conta esses momentos vividos pelas mulheres e como elas gostariam de se expressar de acordo com cada um deles. Um dos destaques, a linha S, pretende tornar mais acessível o consumo de produtos eróticos como géis, óleos de massagem, cremes para os pés, velas e caldas com sabores variados. “Estamos nos comunicando sob a ótica feminina. Desenvolvemos essa linha pensando ‘O que essa mulher contemporânea gostaria de fazer entre quatro paredes?’ para entregar produtos com qualidade e sofisticação”, aponta o Diretor de Trade e Canais da marca.

O foco de Eudora são as consumidoras da classe C, especialmente pela escolha da venda multicanal. Mas a preocupação em oferecer produtos de qualidade a preços acessíveis e com caráter aspiracional pode atrair também as mulheres das classes A e B. Já o forte investimento em venda direta é explicado pelo aquecimento do setor, que cresceu 17,2% em 2010, totalizando R$ 26 bilhões em volume nominal de negócios no período. A estratégia do famoso “porta a porta” pretende se destacar das concorrentes. Para isso, Eudora terá centros de serviços espalhados pelo Brasil que darão apoio às revendedoras da marca, conhecidas como representantes de Eudora.

“O centro de serviços é uma ferramenta fundamental, como se fosse um grande estoque. A área de atuação foi geoplanejada para que a maior quantidade de representantes tenha acesso. Na venda tradicional, o consumidor pede o produto pelo catálogo, a revendedora monta o pedido, recebe os produtos e entrega para o cliente. Isso leva certo tempo. No centro de serviços, ela pode comprar os produtos e entregar para o consumidor até mesmo no dia seguinte”, conta Neves.

Grupo Boticário lança EudoraConversa ao pé do ouvido
A proposta da marca é fazer com que essas representantes sejam a principal ligação de Eudora com suas futuras consumidoras. “Entendemos que, para que o negócio seja feito de forma correta, precisamos de pessoas que realmente transmitam aquilo que pensamos e montamos para as consumidoras”, ressalta o Gerente de Comunicação e Marca de Eudora.

Para isso, a empresa investe em capacitação e disponibiliza um pacote de serviços como reuniões e treinamentos, além do Guia de Eudora, um material com informações dos produtos e editoriais de beleza e moda. Outro importante ponto de contato da marca são as flagship stores. Nos pontos de venda físicos, as consumidoras poderão viver a experiência de Eudora e experimentar os produtos. A primeira loja será aberta até o fim de março, no Shopping Morumbi, em São Paulo, e a expectativa é que, até o fim de 2011, a região Sudeste receba outros 15 pontos de venda da empresa.

O e-commerce será inaugurado no mesmo dia que a primeira flagship store e focará seus investimentos nas redes sociais, a partir de dois principais canais: Orkut e Facebook. “Pelas redes sociais, a consumidora poderá acessar o canal de venda e comentar positivamente ou não. Além de comprar, ela poderá interagir com as amigas a respeito da experiência”, explica Neves.

São também estes canais o foco da estratégia de Marketing da empresa. “Não teremos nenhum tipo de comunicação de massa. Vamos conversar com cada um dos nossos públicos em diferentes momentos. Estamos trabalhando bastante o estabelecimento da marca neste primeiro momento, falando quase que no ouvido de cada público. Não adianta ir para a mídia de massa”,

Grupo Petrópolis investe R$ 20 milhões em automobilismo

Cervejaria faz naming right à Fórmula Indy em São Paulo e lança lata comemorativa de Itaipava

O Grupo Petrópolis anuncia na manhã desta terça-feira (22), em São Paulo, sua estratégia de comunicação voltada ao automobilismo. De acordo com Douglas Costa, diretor de marketing do grupo, serão investidos R$ 112 milhões em marketing, sendo R$20 milhões destinados apenas ao esporte a motor.

Para a corrida da Fórmula Indy de São Paulo, o grupo faz naming right do evento, que passa a se chamar Itaipava São Paulo Indy 3000. Na próxima semana, as latas da Itaipava serão comercializadas com a logomarca do evento.

O grupo também fechou patrocínio nas transmissões do campeonato com a TV Bandeirantes, além de renovar o patrocínio com os pilotos Tony Kanaan e Hélio Castro Neves. "Nos Estados Unidos a Indy é forte e, aqui no Brasil, também vai se fortalecer, porque é uma competição que chama atenção", falou Costa.

Para a abertura do Itaipava São Paulo Indy 3000 será feita, no dia 1 de maio, a corrida Itaipava GT Brasil, no próprio circuito do Anhembi.

por Maria Fernanda Malozzi

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Campeonato Mundial de bodyboard volta ao Brasil depois de seis anos

Empresário Marcus Cal Kung é o responsável por trazer o torneio para o Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro será casa do Campeonato Mundial de bodyboard em 2011. Marcus Cal Kung, precursor do esporte no Brasil e criador da primeira associação de bodyboard no mundo, recebeu autorização do presidente da International Surfing Board (ISA), Fernando Aguerre, para trazer o evento para território nacional pela primeira vez em seis anos. As cotas de patrocínio para o campeonato já estão em negociação. A última vez que o Brasil foi palco do torneio foi em 2004. O evento faz parte da agenda anual da ISA World BodyBoarding Games, único formato de campeonato aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional.

Paulista entrará em campo com patrocínio da Brascola

Clube paulista fechou acordo por intermédio da agência Wolff Sports


Por conta de uma negociação intermediada pela agência de marketing esportivo Wolff Sports, o Paulista Futebol Clube terá um patrocínio pontual no próximo jogo do campeonato Paulista, que será disputado contra o Corinthians.

No domingo 13, o clube entrará em campo com o patrocínio da Brascola, que colocará o logo de um dos seus produtos, a Araldite, na barra frontal da camisa dos jogadores. A partida será transmita na TV aberta pela TV Globo e Bandeirantes, às 17h.

Gigantes de mídia e propaganda testam novos sistemas de audiência

AT&T, Microsoft, News Corp. e Time Warner querem abandonar metodologia Nielsen

São Paulo - Um consórcio de companhias de mídia e propaganda está iniciando dois novos testes para identificar e mensurar como os consumidores assistem a vídeos na TV, na web e nos aparelhos móveis.

Conhecida como CIMM, a coalizão reúne em Nova York empresas como a AT&T, Microsoft, News Corp., Time Warner and Comcast, entre outras, que desejam abandonar a metodologia Nielsen de audiência. A discussão não é nova. Em 2009, o PropMark publicou a reportagem “Anunciantes cobram métricas de pesquisa”, mostrando o anseio do mercado por formatos de pesquisa mais efetivos para comprovar ROI (Retorno sobre Investimento). Uma demanda já na edição daquele ano do Advertising Research Foundation (ARF), também em Nova York.

Os esforços do grupo agora também objetivam inventar um meio de grandes companhias de conteúdos ganharem com a audiência de shows de TV em outros meios de distribuição, incluindo iPads e meio web.

O comportamento dos usuários é observado enquanto eles assistem a vídeos em diferentes aparelhos. O primeiro teste é o Arbitron que usa tecnologia para monitorar o que os expectadores fazem enquanto assistem TV, surfam na net ou usam o smartphone.

Para avaliação, os dados são coletados on line e via móvel e combinados no teste ComScore. Os resultados dos dois programas ainda em fase piloto serão avaliados na segunda metade de 2011.

Com informações do Advertsing Age

Petrobras e Itaú patrocinam TEDxRio

Entre os palestrantes, estão nomes como Armínio Fraga, André Urani, Oskar Metsavaht, Rodrigo Arboleda Sérgio Besserman, Alexandre Kassin e Marcelo Camelo

São Paulo - A Petrobras e o Itaú são os patrocinadores da primeira edição do TEDxRio (Tecnology, Entertainment e Design) que será realizada no Rio de Janeiro no próximo dia 15.

O evento é organizado de forma independente sob licença do TED Conferences, uma das mais importantes conferências mundiais que, desde 1984, transmite experiências e inspira projetos em todo o mundo.

Entre os palestrantes do TEDxRio estão nomes como Armínio Fraga, André Urani, Oskar Metsavaht, Rodrigo Arboleda, João Marcello Bôscoli, Sérgio Besserman, Alexandre Kassin e Marcelo Camelo.

O objetivo do evento é ser uma plataforma de conexão de ideias e pessoas que contribuam para a construção de um Rio de Janeiro melhor. O evento será transmitido em live streaming pelo endereço da conferência.

Uma edição do TED acontece anualmente na Califórnia. Já participaram do evento americano nomes como Bill Gates, Al Gore, Bono Vox e Phillip Starck.

Assista ao vídeo de divulgação do TEDxRio

TEDxRio - Leveza Rio from BRABO on Vimeo.

Pesquisa mostra que banca de jornal é novo canal de conveniência

Mais de 80% dos estabelecimentos vendem livros e 26% aceitam cartão como forma de pagamento

Rio de Janeiro - A TookBoxTM realizou, entre 2009 e 2010, uma pesquisa a fim de conhecer o principal negócio de vendas nas bancas de jornal de diversas regiões do Brasil. O estudo revelou que este varejo é considerado um novo canal de conveniência no país, indo além da venda de jornais e revistas.

Os números mostraram que a venda de livros apresentou crescimento constante e está presente em 82% dos pontos de venda. Já a venda de revistas se manteve estável. Gomas e confeitos são comercializados em 68% das bancas, enquanto os refrigerantes estão presentes em 52% e o serviço de fotocópia em 12%.

A revista mais encontrada foi a Veja, com 98%, seguida pela Playboy, com 94%, e a Isto É, com 92%. Entre as lojas pesquisadas, 26% aceitam cartão de crédito, sendo a região Centro-Oeste a que mais oferece essa forma de pagamento, com 57%, seguida pela região Sul, com 28%. O estudo apontou ainda que o faturamento diário de 40% das bancas visitadas é de R$ 900,00.

A pesquisa foi realizada em 3.352 estabelecimentos, de um total de 16 mil atendidos pela Distribuidora Nacional de Publicações, a Dinap. As cidades analisadas foram Belo Horizonte, Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José dos Campos, São Paulo e Vitória, no Sudeste; Brasília, Campo Grande, Cuiabá e Goiânia, no Centro-Oeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, na região Sul; Belém, na região Norte, e Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal, Recife, Salvador, São Luís e Teresina, no Nordeste.

Marisa Lingerie expande marca com experiência de compra

Rede conta com 281 pontos de venda em todo os estados brasileiros, menos Roraima

Rio de Janeiro - Aos 62 anos, a Marisa aposta em uma nova segmentação para suas lojas. Desde abril de 2010, a empresa iniciou as operações da Marisa Lingerie para ganhar mais mercado. Com 14 pontos de venda espalhados pelo país, na última terça-feira, dia 8, foi a vez do Rio de Janeiro receber a primeira unidade da bandeira. A ideia do modelo de varejo surgiu há cerca de dois anos e foi embasado pela pesquisa realizada com a Nielsen, em setembro de 2009, que indicou que a marca é top of mind na categoria lingerie, com 42% de lembrança por parte dos consumidores.

Para Marisa Lingerie, que atualmente conta com 10 lojas no interior de São Paulo e na capital paulista, uma no Sul, duas em Minas, uma em Brasília, e uma no Rio de Janeiro, a aposta foi investir em atendimento. Com vendedoras treinadas, as clientes podem solucionar dúvidas e descobrir a peça ideal para cada tipo de corpo ou ocasião. A orientação também é reproduzida nos materiais de comunicação da loja, que trazem dicas sobre os produtos, divididos por estilos de vida e ocasiões, do mais sensual às peças que se destacam pelo conforto.

A estruturação dos pontos de venda também é resultado das pesquisas que relataram o comportamento de compra na Marisa quando o assunto é lingerie. “No caso da lingerie, há uma sequência maior de visitas e a mulher compra de forma mais individual, é um momento só dela”, explica Andrea Beatrix, gerente geral de marketing da empresa.

Nova segmentação atinge outros públicos

Para garantir a sensação intimista no momento da compra, as lojas Marisa Lingerie contam com um projeto de arquitetura diferenciado, que engloba desde a luz e o piso até os provadores. As diferenças, no entanto, não são um indicativo de mudança de target. Assim como as outras duas bandeiras da marca (Marisa Feminina e Marisa Ampliada, com produtos femininos, masculinos e infantis), a Marisa Lingerie também foca nas consumidoras da classe C.

Mas não se pode negar que a nova segmentação atinja outros públicos, principalmente no caso de lojas como a recém-inaugurada na capital carioca, localizada em Ipanema, na Visconde de Pirajá, ponto nobre do bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “O custo-benefício é o mesmo e 70% dos produtos são produtos da Marisa, mas 30% são exclusivos para Marisa Lingerie. Como as lojas atraem um público de outra facha, temos que ter uma diferenciação”, diz o presidente da Marisa, Marcio Goldfarb.

A escolha por locais privilegiados para os pontos de venda também faz parte da estratégia da empresa em oferecer a melhor experiência de compra. “A melhor experiência num lugar médio ou ruim é a pior experiência. Quando tiver uma boa ideia, leve para o melhor ponto. É o caso da Visconde de Pirajá. Entramos sendo notados, com uma bandeira forte”, acredita o Presidente.

Lucro de R$ 193,9 mi no terceiro trimestre

A percepção de uma oportunidade de negócio que deu origem à Marisa Lingerie também foi responsável pelo surgimento da Marisa Ampliada, em 1999. A estratégia foi resultado de pesquisas e da observação do comportamento da consumidora nas lojas femininas. “Vimos que existia a chance da mulher comprar para o marido e os filhos por conveniênica. Trabalhamos a marca ‘Marisa e Família’ durante três anos e, com o passar do tempo, percebemos que para a consumidora não fazia muita diferença colocar na fachada”, conta Andrea.

Além do mix de produtos, a diferença entre as duas bandeiras fica por conta do tamanho das lojas. Enquanto os pontos de venda menores, com 650m² a 900m², abrigam as lojas Marisa Feminina, os acima de 900m² ficam com as Marisa Ampliada, onde é possível expor todos os itens de forma mais adequada.

No total, a rede conta hoje com 281 unidades, todas próprias. São 15 de lingerie; 205 ampliadas e 60 femininas. Juntas, as bandeiras tiveram um aumento no lucro líquido de 57,9% no terceiro trimestre de 2010, o equivalente a R$ 193,9 milhões. Já o ticket médio ficou em R$ 66,48. Em 2011, a Marisa já tem 17 negociações fechadas para a abertura de novas lojas, que hoje estão presentes em todos os estados brasileiros, com exceção de Roraima.

Cartões Marisa somaram R$ 780 mi em 2010

Para este ano, não há previsão de novos formatos a serem inaugurados. A proposta é amadurecer o novo negócio e investir cada vez mais nas bandeiras das lojas físicas e na loja virtual. Inaugurado há 10 anos, o e-commerce da Marisa foi um dos primeiros especializados em varejo de roupas no Brasil. Outro elemento que contribui para o crescimento das vendas é o cartão de crédito private label. Em operação desde 2000, o plástico está nas mãos de 13,3 milhões de consumidores. No ano passado, a Marisa também iniciou uma parceria com o Itaú, que já conta com 1,5 milhão de clientes cadastrados. No terceiro trimestre de 2010, as vendas de mercadorias por meio dos Cartões Marisa cresceram 12,5%, atingindo R$ 271,3 milhões. Já no acumulado do ano, o aumento foi de 17,6%, representando R$ 780,9 milhões.

Para impulsionar as vendas, a constante atualização do mix de produtos também é essencial. “Temos em média três coleções ao ano no geral e outras 12 minicoleções que chegam às lojas a cada mês. No caso de Marisa Lingerie são oito minicoleções, além das três principais. Isso atende a exigência da classe C. Desde 2000, temos um centro de qualidade de moda, onde toda mercadoria é inspecionada e passa por critérios de qualidade”, conta Goldfarb.