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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Assolan dança o Rebolation

Novo comercial do produto, em 3D, traz o mascote da marca ao som do hit

São Paulo - A Assolan retorna à mídia com um novo comercial em animação, protagonizado pelo mascote da marca. Dessa vez, o personagem aproveita o sucesso da música Rebolation, da banda Parangolé, para cantar sua própria versão: "Assolation".

A peça, que também mostra as "Assoletes", outras personificações da embalagem da esponja de aço, será veiculada em canais de TV aberta e por assinatura. Complementam a campanha, criada internamente pelo cliente, anúncios em jornais e revistas.

Assista ao comercial:


SKY apresenta time de vôlei

Operadora de TV por assinatura patrocina Pinheiros por três anos


Neste ano, o clube contratou cinco novos jogadores: Fabionao de Mendonça Bittar, o Tuba; Murilo Radke; William Refatti da Costa; Leandro Greca, o Polaco; e Maurício Borges; além do técnico Mauro Grasso.

"Eu sempre brinco que a SKY caiu do céu. É uma parceria muito importante para o clube. Vocês não imaginam o número de atletas que tem aderido ao vôlei", falou o presidente do Pinheiros, Antonio Moreno Neto.

A operadora de TV por assintura não divulga o valor investido no patrocínio, mas já comemora a parceria. "O retorno foi muito bom e o reconhecimento foi muito grande. Usamos os atletas nas campanhas de venda da SKY e o recall foi muito interessante", falou o diretor de marketing da empresa.

A SKY patrocina os times de vôlei e de basquete e as categorias de esportes olímpicas de base do Esporte Clube Pinheiros. "A SKY vê o esporte como um dos conteúdos mais importantes da TV por assinatura. Além do Pinheiros, estamos com a Stock Car há seis anos e patrocinamos também o basquete do Flamengo, no Rio de Janeiro", contou Miranda.

McDonald's quer ter cara de restaurante

Lema mundial é testar padrões, sem se prender a conceitos, e abandonar o rótulo de fast-food


São Paulo - Rede que por anos era reconhecida de longe pelo visual de suas unidades, o McDonald's agora passa por mudanças em sua apresentação. O lema mundial é testar padrões, sem ficar amarrado a conceitos. Segundo Mauro Multedo, VP de marketing do McDonald's no Brasil, a única meta preestabelecida é dar ao ambiente ares de restaurante. Objetivo é abandonar aos poucos o rótulo de fast-food.

Na Europa, algumas lojas da rede passaram a adotar a cor verde em uma tentativa de passar a imagem de eco-friendly? Isso já está sendo feito no Brasil?

Mauro Multedo - A unidade da Avenida Bandeirantes (São Paulo) antecipa esse conceito no País. Estamos adequando as lojas. O que acontece é que o McDonald's cada vez mais se transforma. A gente era uma lanchonete que queria ser chamada de fast-food, agora a gente é um fast-food que quer ser visto como restaurante. Queremos apresentar um ambiente familiar, no qual as pessoas se sintam à vontade, sem abrir mão dos preços acessíveis e da qualidade. Tudo tem que ser pensado para o cliente. Agora vamos reformar a unidade da Henrique Schaumann (São Paulo), que é uma flagship da rede e já vai ter outra proposta. Estamos testando padrões no mundo inteiro.

Mas vocês vão manter a identidade?

Mauro Multedo - Pode ser que sim ou podemos criar uma nova identidade. Não é uma destruição, é um salto. Afinal, o mundo está em uma nova fase.

Quantas lojas vão ter esse novo visual no Brasil?

Mauro Multedo - Nós temos uma previsão de reformar 17 restaurantes este ano. Estamos chamando esse projeto de "reimagem". Mas não há um padrão. Eles vão estar do jeito que têm de estar. Provavelmente eles vão evoluir daquilo que eram há 20 anos, que era conhecido como um padrão, mas isso não quer dizer que daqui para frente haverá um padrão único. A decoração interna, por exemplo, vai mudar mais que a parte externa.

No último ano, o McDonald's Brasil teve um aumento no faturamento na ordem de 4,8% e bateu recorde, mesmo com o crescimento de novas redes no País. A que se deve esse resultado?

Mauro Multedo - Tivemos a maior marca de faturamento, mas não foi um recorde de crescimento. Nós vinhamos em uma sequência de crescimento de duplo dígito, mas o ano passado começou de uma maneira bastante difícil. Fizemos algumas mudanças estratégicas, para justamente preservar nossa base de clientes. Os 4,8% foram bastante significativos. Foi uma vitória, uma virada. E a gente conseguiu terminar o ano com um faturamento realmente bem avançado, com R$ 3,45 bilhões em vendas. Nós não ajustamos preços, nós ajustamos ofertas.

Você se refere à oferta "Pequenos Preços"?

Mauro Multedo - Sim. As pessoas não queriam uma coisa que fosse simplesmente uma gentileza, um produto novo, um preço promocional só para um momento. As pessoas queriam saber que o McDonald's ia oferecer o que eles comiam, com uma condição melhor.

Houve um aumento no número de campanhas por conta da crise?

Mauro Multedo - Não. Houve uma concentração naquilo que a gente considerou ser a mensagem mais importante e que, no fim, acabou se transformando em uma plataforma.

Burger King e Subway, que em alguns países disputam com o McDonald's de forma mais equilibrada, já são ameaças para a rede no País? Como vocês estão lidando com o crescimento dessas redes?

Mauro Multedo - O mercado de alimentação tende a ficar mais diversificado, isso é fato. O McDonald's vai procurar fórmulas de estar cada vez mais próximo de seus clientes e de seus potenciais clientes. Mas todas as demais empresas vão fazer a mesma coisa. Então o futuro vai depender de você estar mais próximo, ser melhor reconhecido, ter alimentos de contato mais presente. A vantagem é de a gente ter estabelecido um paradigma de mercado, mas esse é o ônus de quem está na liderança. Eu não estou em um negócio de dizer não ao meu cliente. Certamente estou em um negócio de dizer não à concorrência. Acho que vai dar uma briga boa.

E sobre o investimento em marketing para este ano de Copa do Mundo, pode dizer o valor e como será dividido o "bolo"?

Mauro Multedo - O valor total não posso abrir. Para a campanha da Copa serão R$ 20 milhões nos primeiros seis meses do ano. Podemos dobrar esse valor até o fim de 2010. Hoje a TV tem o nosso maior investimento e internet cresce muito. Estamos incorporando também o rádio de uma forma estratégica.

O Brasil é hoje um pólo criativo para a comunicação do McDonald's?

Mauro Multedo - Temos uma parceria duradoura com a agência Taterka (publicidade); Creata, na parte digital e promocional; e com a The Marketing Store para a área promocional. A Taterka, que recentemente divulgou a participação acionária com a Leo Burnett, faz campanha para toda a América Latina. Mas há um fenômeno de integração nessa região que a gente não pode confundir. Também seria bacana se a Argentina produzisse para o Brasil. Eles são muito criativos. Está sendo criado um mercado amigável do ponto de vista de soluções, seja de criação, seja de experiências que você vai poder recolher. Tudo é motivo de orgulho temporário.

Em quantas cidades vocês já estão presentes e qual o critério para entrada?

Mauro Multedo - Mais do que a economia, a gente tem de olhar para a demografia. Não tenho dúvida de que existem muitas cidades no Brasil onde deveríamos estar, mas a nossa capacidade de atender também tem certo limite. Eu diria que hoje atendemos 80% da população brasileira. Mas se você me perguntar se estamos cobrindo bem isso, eu diria que certamente não. Tem muita coisa para fazer, que é objeto de investimento.

Qual a meta de expansão?

Mauro Multedo - A gente pretende chegar ao quarto trimestre ao restaurante de número 600, e, para os próximos anos, a expectativa é de que a gente possa entrar em um ritmo bastante acelerado de investimento em novos espaços.

Qual a proporção entre a rede de franquias e restaurantes próprios?

Mauro Multedo - A relação é mais ou menos 30% com franquiados e 70% de restaurantes na mão da companhia.

Qual a importância da operação brasileira para a rede global?

Mauro Multedo - O Brasil é um dos 10 países mais importantes e faz parte da comunidade que é consultada. Não só porque está entre os maiores, mas, principalmente, porque a experiência aqui realmente conta e você pode multiplicar isso para outros países. Nesse sentindo, o Brasil é importante. Do ponto de vista de vendas, eu diria que tirando os EUA, o resto todo é mais ou menos igual.



Falha nos canhões e enorme público prejudicaram Chuva de Twix

Caju68, agência responsável pela ação, divulga comunicado explicando a repercussão negativa do evento

São Paulo - Caju68, a agência criadora do conceito e de toda a comunicação da campanha Chuva de Twix manifestou-se nesta tarde sobre a repercussão negativa alcançada pelo evento nas redes sociais.

De acordo com o comunicado, divulgado no perfil da agência no Facebook, o número estimado de pessoas que compareceram ao local marcado na Avenida Paulista superou muito o número de seguidores do personagem que divulgou a campanha nas redes sociais, estimativa na qual a ação foi baseada. Por esse motivo, o acesso à área de distribuição dos tabletes foi controlada, como medida de emergência para garantir a segurança dos presentes.

Houve ainda, segundo o comunicado, uma falha nas máquinas de disparo dos chocolates, o que não permitiu que os tabletes fossem jogados à altura necessária para que tivessem uma distribuição homogênea.

A agência afirma que mesmo com a pane nas máquinas, todos os 16 mil chocolates foram entregues aos participantes.

O comunicado diz:

"Como criadores do conceito e de toda a comunicaçao da campanha, e também por nosso compromisso com todos que de alguma forma participaram deste projeto, reconhecemos a ocorrência de falhas que impediram o desenrolar do evento conforme o planejado. A campanha ganhou enorme dimensão em seus momentos finais (sobretudo nos últimos dois dias).

Por essa razão, o número de pessoas que vieram ao local marcado superou em muitas vezes o número de seguidores do personagem criado, ultrapassando as mais otimistas estimativas. Num curto período de tempo, enorme contingente mobilizou-se. Foi necessário tomar atitudes drásticas e que não agradam. Decisão muito difícil, preço alto que se paga para garantir a segurança dos presentes. Somou-se a isto uma ainda não compreendida falha nas máquinas, o que não permitiu que os chocolates fossem lançados a altura prevista e se distribuissem homogeneamente, como havia ocorrido nos testes realizados pela produtora responsável pela operação do evento.

Ainda assim, com o apoio dos promotores contratados, os 16 mil chocolates foram entregues aos participantes.Isto gerou compreensível insatisfação por parte do público presente, que manifestou-se nos canais que achava conveniente.E ntendemos a repercussão em torno do tema, pois a expectativa era muito grande, e não fugimos de nossa responsabilidade."

A nota também pode ser encontrado no perfil da Caju68 no Facebook.

Falha nos canhões e enorme público prejudicaram Chuva de Twix

Caju68, agência responsável pela ação, divulga comunicado explicando a repercussão negativa do evento

São Paulo - Caju68, a agência criadora do conceito e de toda a comunicação da campanha Chuva de Twix manifestou-se nesta tarde sobre a repercussão negativa alcançada pelo evento nas redes sociais.

De acordo com o comunicado, divulgado no perfil da agência no Facebook, o número estimado de pessoas que compareceram ao local marcado na Avenida Paulista superou muito o número de seguidores do personagem que divulgou a campanha nas redes sociais, estimativa na qual a ação foi baseada. Por esse motivo, o acesso à área de distribuição dos tabletes foi controlada, como medida de emergência para garantir a segurança dos presentes.

Houve ainda, segundo o comunicado, uma falha nas máquinas de disparo dos chocolates, o que não permitiu que os tabletes fossem jogados à altura necessária para que tivessem uma distribuição homogênea.

A agência afirma que mesmo com a pane nas máquinas, todos os 16 mil chocolates foram entregues aos participantes.

O comunicado diz:

"Como criadores do conceito e de toda a comunicaçao da campanha, e também por nosso compromisso com todos que de alguma forma participaram deste projeto, reconhecemos a ocorrência de falhas que impediram o desenrolar do evento conforme o planejado. A campanha ganhou enorme dimensão em seus momentos finais (sobretudo nos últimos dois dias).

Por essa razão, o número de pessoas que vieram ao local marcado superou em muitas vezes o número de seguidores do personagem criado, ultrapassando as mais otimistas estimativas. Num curto período de tempo, enorme contingente mobilizou-se. Foi necessário tomar atitudes drásticas e que não agradam. Decisão muito difícil, preço alto que se paga para garantir a segurança dos presentes. Somou-se a isto uma ainda não compreendida falha nas máquinas, o que não permitiu que os chocolates fossem lançados a altura prevista e se distribuissem homogeneamente, como havia ocorrido nos testes realizados pela produtora responsável pela operação do evento.

Ainda assim, com o apoio dos promotores contratados, os 16 mil chocolates foram entregues aos participantes.Isto gerou compreensível insatisfação por parte do público presente, que manifestou-se nos canais que achava conveniente.E ntendemos a repercussão em torno do tema, pois a expectativa era muito grande, e não fugimos de nossa responsabilidade."

A nota também pode ser encontrado no perfil da Caju68 no Facebook.

Fifa escolhe Rio de Janeiro como uma das cidades sede do Fan Fest

Coca-Cola, Sony e Hyundai terão espaços com ações durante o evento em Copacabana



Rio de Janeiro - A FIFA Realiza durante a Copa do Mundo o International Fifa Fan Fest na África do Sul e em outras seis cidades. Além de Roma, Paris, Berlim, Sydney e Cidade do México, o Rio de Janeiro receberá o evento em uma arena de 31 mil m² localizada na praia de Copacabana com capacidade para receber até 20 mil pessoas. O complexo abrigará um telão de 120m², camarotes, arquibancadas, lanchonetes e restaurantes.

O evento é resultado de uma parceria entre a FIFA, a Prefeitura do Rio de Janeiro - por meio da Riotur - e a TV Globo. Entre os patrocinadores estão o máster local Itaú, a Ambev e apoio da Oi. Já a Coca-Cola, a Hyundai e a Sony são patrocinadores internacionais da Fifa e contarão com espaço no local. A Coca-Cola terá bares exclusivos e promoverá ações de entretenimento. Entre elas está a tirolesa com extensão de 90 metros, sustentada por duas garrafas de 10 metros de altura. A Sony instalará uma tenda com um telão em 3D para a exibição de alguns dos melhores momentos dos jogos e de uma série de conteúdos da marca. A Hyundai irá expor carros e promoverá um campeonato de Fifa soccer 2010 e Playstation 3 que dará brindes aos vencedores.

A arena abrirá todos os dias duas horas antes dos jogos e encerrará suas atividades às 21 h entre os dias 11 de junho e 11 de julho. Nos dias 30 de junho e 1º, 2, 5, 8 e 9 de julho não haverá jogos nem atividades na Arena. A entrada é gratuita e limitada e a produção do evento é da D+ Produções.

Copa não altera percepção em relação às marcas, diz GFK

Pesquisa indica ainda que a televisão é o produto mais desejado entre os consumidores



Copa do Mundo não muda a percepção do consumidor em relação às empresas. Pelo menos é o que indica uma pesquisa realizada pela GFK, em que 70% dos entrevistados afirmam que o fato de uma marca se associar ao mundial não altera a visão que eles têm sobre ela. Destes, 74% das opiniões são femininas, enquanto 65% masculinas. Dos que acreditam que a associação de uma marca ao evento esportivo altera a percepção, 27% dizem que a mudança é positiva, enquanto apenas 3% acham que a imagem da marca torna-se negativa.

Segundo o levantamento, os atributos mais associados a uma marca vinculada à Copa são uma marca global/internacional, com 58% de respostas; qualidade, 53%; uma marca líder, 50%; confiável, 49%; moderna, 47%; alegre, 45%; inovadora, 41%; acessível, 40%; orgulho de ter em casa, 36%. Do total de entrevistados, 9% não associam qualquer atributo a uma marca vinculada com a Copa.

Em relação aos produtos, a televisão é o item mais desejado para 20% dos pesquisados. A intenção de compra do aparelho é maior entre os consultados das regiões norte e centro-oeste (29%), com idades entre 35 e 44 anos (26%) e das classes C e D (21%).

Os consumidores também desejam comprar peças de vestuário esportivo devido ao torneio. Os jovens com idades de 18 a 24 anos são os que mais demonstram esse interesse (28%), ao lado dos entrevistados das regiões norte e centro-oeste (23%). Por outro lado, apenas 8% dos idosos com mais de 65 anos não apresentam tal intenção de compra.

Como já era esperado, as marcas relacionadas ao setor esportivo são as mais lembradas, com 26% das menções. Entre elas, a mais citada é a Nike, que obteve 14% do total de respostas, em seguida aparece a Adidas, com 5%. A Nike é a mais lembrada pelos homens (21%) e jovens (19%), contra apenas 8% das mulheres.

O setor de refrigerantes aparece em segundo lugar (12%), seguido do cervejeiro (11%). A Coca-Cola se destaca com 9% das respostas entre os entrevistados que mencionaram os refrigerantes. A maior parte das mulheres citou a marca, 9%, contra 8% dos homens, enquanto o grupo de consultados com idades entre 18 e 24 anos é o que mais relaciona a marca com a Copa, 16%. Em relação às cervejas, a Brahma é a líder, com 6%, e a mais lembrada pelos idosos, já que 11% fizeram referência à marca.

Chuva de Twix decepciona e gera efeito negativo

Papéis picados misturados aos chocolates, distribuição irregular dos tabletes e restrição de acesso ao local geraram descontentamento de quem esteve presente



São Paulo - A chuva de Twix prometida pela marca em uma campanha viral nas principais redes sociais da web acabou gerando grande polêmica ontem, poucos minutos após o início da ação.

A ação foi executada em um estacionamento da Avenida Paulista e começou pontualmente, às 14h, porém a forma desigual de distribuição de chocolates, jogados manualmente, misturados com uma grande quantidade de papel picado, foi motivo de descontentamento de quem esteve presente. Segundo a Mars Brasil, fabricante dos Twix, foram jogados 16 mil tabletes de chocolate para um público de cerca de duas mil pessoas.

As críticas foram expostas principalmente no Twitter e em blogs, gerando inclusive uma página de protesto exclusiva para a ação, e acabaram criando uma polêmica que colocou a hashtag #chuvadetwix no Trending Topics Brasil desde ontem. O agrupador #chuvadetwixfail também foi bastante usado.

Outra consideração ressaltada nas redes sociais foi a impossibilidade de acesso ao local, já que a área da ação foi restringida após um determinado horário. Além de informar o horário da chuva, o folder de divulgação do evento avisava aos participantes que chegassem com 30 minutos de antecedência.

Os participantes estiveram presentes munidos de guarda-chuvas virados ao avesso para arrecadar a maior quantidade possível de chocolates, tática criticada nas redes sociais, porém sugerida pelos próprios organizados no folder.

A sujeira causada pelos papéis picados jogados junto com os chocolates, mencionada na repercussão do evento, foi completamente removida por uma equipe de limpeza, segundo a assessoria de imprensa da Mars Brasil.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Mars Brasil divulgou um comunicado explicando a execução da campanha. Segundo a empresa, a ação alcançou uma repercussão maior do que o esperado, motivo da restrição do acesso à área, por questões de segurança. Leia a nota na íntegra:

"Depois de muita espera, enfim, aconteceu a Chuva de TWIX®. Durante de 2 minutos, choveu cerca de 16 mil chocolates, que fizeram a alegria das mais de 2 mil pessoas que participaram do evento.

Recebemos um público muito maior que o estimado e, para garantir a segurança de todos, tivemos que optar por restringir o acesso à área da chuva. Com isto, certamente também tiramos um aprendizado valioso de toda essa ação. Logo após o evento, a equipe de limpeza iniciou os seus trabalhos, garantindo a remoção de todos os chocolates e papéis picados no local e proximidades.

Agradecemos a presença e o entusiasmo de todos e nos desculpamos aos que não puderam fazer parte desta festa, pois sabemos do carinho e atenção com a nossa marca. Reforçamos que estaremos sempre próximos ao público oferecendo novas ações."

sábado, 29 de maio de 2010

Sony quer ser a maior companhia de entretenimento do século

Sony quer ser a maior companhia de entretenimento do século

São Paulo - Patrocinadora oficial da FIFA em uma parceria no valor de 305 milhões de dólares, a Sony tem em mãos um contrato que envolve não só a associação da companhia nas atividades dos mundiais de 2010 e 2014, mas abrange também outros eventos da organização, como Copa do Mundo de futebol feminino, Copa de Futebol de salão e Copas das categorias sub-20 e sub-17. Com esse investimento, a companhia pretende estreitar relações com o mundo do futebol e associar a marca ao esporte.

O comercial da TV 3D Bravia, estrelado por Kaká, embaixador da Sony para as ações de marketing da Copa, revela esse projeto. A companhia também criou uma série de estratégias voltadas para a melhoria da experiência digital do futebol a partir de seus produtos. "O compromisso é melhorar a experiência das pessoas com o futebol. A gente sabe que as pessoas investem tempo, dinheiro e emoção, e, basicamente, a proposição da Sony é melhorar essa experiência", diz Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda da empresa no Brasil. A linha 3D Bravia de aparelhos em alta definição será lançada em agosto no Brasil.

Dentro desse contexto, a marca criou dois sites com conteúdos especiais. Um deles, sony.com.br/3D, explica aos consumidores como funciona a tecnologia 3D e o que os aparelhos com esse recurso têm de diferente. O site também disponibiliza uma lista de locais em que os televisores da linha Bravia estão expostos e a tecnologia poderá ser experimentada. O outro, sony.com.br/futebol, faz parte das ações voltadas para a Copa do Mundo, tendo integração com o site da FIFA para a disponibilização de notícias oficiais e apresentando um concurso que premiou oito pessoas com viagens à Copa do Mundo 2010.

Recentemente, a Sony e a ESPN fecharam um acordo que prevê a exibição dos jogos da Copa do Mundo 2010 em 3D nos Estados Unidos, mas a transmissão ao vivo não faz parte dos pacotes de direitos globais adquiridos pela empresa. "Temos a possibilidade de gravar e editar 25 jogos da Copa, produzindo highlights (melhores momentos)", diz Lúcio Pereira. Em torno de 24 horas depois dos jogos, o acesso para o consumidor estará disponível em alguns pontos-de-venda da Sony, porém o conteúdo refere-se a trailers, e não a jogos na íntegra.

Com o conteúdo produzido durante os jogos da Copa, a marca pretende lançar em agosto um filme feito totalmente em 3D. A produção será da Sony Pictures, braço de produções audiovisuais da empresa. O centro de entretenimento, antigo Columbia Pictures, junto com ações voltadas para a expansão das atividades digitais da empresa, é uma das estratégias para consolidar a marca Sony como a maior companhia de entretenimento do século XXI, de acordo com Lúcio Pereira.

Com o Google, a Sony leva adiante o projeto Palpita Brasil. A iniciativa une música e futebol e é impulsionada por canais no YouTube e no Orkut. No YouTube, o canal trará informações exclusivas da ESPN sobre a cobertura da Copa do Mundo. A participação da Sony acontece pela Sony Music, com o concurso "Hino da Torcida". Pelo concurso, os usuários poderão gravar vídeos com as suas versões de letra para a música "Máscaras", da cantora Cláudia Leitte. A melhor performance será regravada pela cantora junto com o vencedor. Existe ainda o programa Carregadores de Bandeiras, que escolheu 50 crianças e adolescentes que irão para a África do Sul representando o Brasil.

Para Lúcio Pereira, o projeto de tornar a Sony a maior marca de entretenimento do século passa por todas as divisões do grupo, indo dos eletrônicos a filmes, música e jogos. Segundo ele, para jogos, já existe um "Mundo 3D" no Playstation, acessível através da plataforma Playstation 3, que deve ser lançada no Brasil em breve. A missão estaria, de acordo com Pereira, surtindo efeito inclusive nas ações do grupo, mas os valores não foram comentados pela companhia.

Vivo inaugura loja-conceito em Brasília

Ponto-de-venda oferece espaço diferenciado e é criado nos moldes sustentáveis no Iguatemi Shopping

Rio de Janeiro - A Vivo inaugura uma loja-conceito no Iguatemi Shopping. A concept store oferece atendimento em um espaço diferenciado e baseado em sustentabilidade e qualidade. A loja disponibiliza cadeiras e móveis em uma espécie de lounge, ideal para deixar os consumidores à vontade para adquirir produtos e serviços.

O conceito sustentável da loja se reflete na utilização de materiais certificados desde o piso sintético, feito com 67% de material reciclado, até os expositores plásticos recicláveis que estão espalhados pelos 170 m² do PDV. Além disso, a tinta usada nas paredes é ecologicamente correta, a iluminação é feita por LEDs e o mobiliário foi criado por madeiras certificadas.

Ao todo serão 37 funcionários capacitados para oferecer um atendimento mais dinâmico com foco na satisfação dos clientes e em menor tempo até a conclusão da venda. No espaço, o consumidor ainda poderá participar de workshops e palestras sobre os lançamentos da Vivo.

Toda a comunicação da loja é digital, com displays que oferecem informações sobre os produtos e os serviços, além do videowall, que veicula merchandisings da marca e do terminal de auto-atendimento com chat e videoconferência. Quem assina o design da loja-conceito é a agência Gad'Retail.

Antarctica Sub Zero congela guitarra para levar fã ao show do Aerosmith

Desenvolvida pela Garage, ação acontece no Twitter



Antarctica Sub Zero acaba de lançar uma campanha interativa no Twitter direcionada aos fãs de rock. Com o tema "A cerveja mais refrescante do mundo leva você para o show mais quente do rock", a ação, desenvolvida pela Garage Interactive Marketing, integra as ações da marca no show da banda Aerosmith, o qual a marca é a principal patrocinadora da apresentação em São Paulo.

A equipe congelou uma guitarra Gibson e pede ao público que diga em quanto tempo a guitarra irá descongelar. Para acompanhar a ação, basta acessar o site da marca. O vencedor vai levar um par de ingressos, uma guitarra Gibson e ainda vai conhecer os caras da banda.

Na primeira hora da ação, #GuitarraSubZero entrou na lista de trending topics Brasil e mais que triplicou o número de seguidores na página @subzerorocks no Twitter. Já na sexta hora da ação, entrou na lista de trending topics Mundo.

Kaká e comercial em falso 3D divulgam TV da Sony

Campanha faz parte de acordo entre o jogador e a marca em ações para a Copa do Mundo


São Paulo - A Sony lançará um comercial inusitado para convencer os telespectadores de que vale a pena comprar uma TV 3D. Gravado com Kaká, o embaixador oficial da marca para as ações da Copa do Mundo, o vídeo mostra todas as cenas tremidas, como se fossem vistas sem o óculos especial para imagens em 3D. A chamada avisa: "Não ajuste o seu televisor. Isso é TV 3D. Talvez seja hora de comprar uma TV 3D."

O comercial será lançado na Europa no dia 11 de junho, data de início do Mundial. A TV, da linha Bravia, chega ao Brasil em agosto.

Parceira oficial da FIFA, a Sony fechou acordo no valor de 305 milhões de reais com a organização. O contrato é válido até 2014, quando a Copa do Mundo será no Brasil. Já com Kaká, o acordo envolve as atividades de marketing e publicidade da Sony: "O Kaká é o embaixador da Sony. Isso faz muito sentido, já que ele é um grande jogador", diz Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda da Sonny Brasil".

Assista ao comercial:



Santander abre primeira agência dentro de favela

Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, recebe ponto de atendimento igual aos demais da rede

Santander inaugura hoje a sua primeira agência dentro de uma favela no Brasil no Complexo do Alemão, uma das regiões de maior conflito da zona norte do Rio de Janeiro. O ponto de atendimento será igual aos demais da rede, mas sofreu adaptações para conquistar os 150 mil moradores da comunidade. Enquanto a renda média exigida para abertura de conta no banco é de R$ 1 mil, no Alemão quem recebe a partir de um salário mínimo poderá ter sua conta.

A instituição financeira também teve que flexibilizar a forma de comprovação de moradia, passando a aceitar o comprovante de residência fornecido pela associação de moradores local. O esquema de segurança da agência não será diferente de outras regiões. "Cada agência tem a sua especificidade com relação a segurança. Todas tem um esquema especial de acordo com a sua localidade", afirma José Paiva Ferreira, vice-presidente executivo de varejo do Santander. "Essa agência é igual a que inauguramos há duas semanas em Laranjeiras, na zona sul, e é igual a qualquer outra do Brasil ou da Espanha", reforça.

A nova agência terá um posto de atendimento de microcrédito que já estava presente na favela desde novembro de 2009 e atendeu cerca de 400 pessoas. Oito moradores do Complexo do Alemão trabalharão na agência que faz parte do plano de expansão da rede no Rio de Janeiro e no Brasil. O banco tem planos para abrir 600 pontos de atendimentos até 2013 em todo o país, sendo 70 deles no Rio, onde a instituição tem a folha de pagamento da Prefeitura da Cidade.

Ao abrir uma agência dentro de uma favela, o Santander quer aprender como atender e conquistar os clientes da base da pirâmide para expandir a experiência para outras regiões. A ação está inserida dentro do Programa Menor Renda, projeto que engloba também os universitários.

União faz 100 anos e amplia linha para permanecer forte

Marca entende a necessidade de lançar açúcares menos calóricos e mais saudáveis

Rio de Janeiro - O açúcar União completa 100 anos e amplia o seu portfólio para permanecer como uma marca forte na mente - e na mesa - do consumidor. Após passar por três grupos diferentes, a empresa mantém a sua essência oferecendo soluções para adoçar, mas mostra-se interessada em proporcionar alternativas para um consumidor que não quer abrir mão do sabor, mas está cada vez mais preocupado com a saúde e o bem-estar.

Entre as ações que fazem parte desta nova fase da União, agora sob o comando da Cosan depois de ter passado pela Copersucar e pelo Grupo Nova América, está o lançamento de açúcares orgânico, de baixa caloria e, até mesmo, adoçantes. A inovação unida à qualidade e ao respeito pelo consumidor são os pilares da marca, que completa um século em outubro deste ano sem perder a boa forma.

Outro ponto de sustentação importante para a União é a proximidade com os clientes. "O relacionamento é fundamental. A marca é um item vivo. Os livros de receitas e as embalagens temáticas criadas deram uma identidade para a União, algo que se constrói ao longo dos anos", acredita Melchiades Donizeti Terciotti, diretor comercial de mercado interno da Cosan Alimentos.

O sucesso de União Docelar

Oferecer qualidade e estar próximo dos consumidores sempre foram preocupações presentes na história da União. A marca surgiu em 1910 quando os irmãos italianos Giuseppe e Nicola Puglisi Carbone juntaram-se a pequenos refinadores de São Paulo para formar uma única companhia e tornar o comércio de açúcar mais lucrativo na região. De lá para cá, o hábito de consumir açúcar União ultrapassou gerações.

Em 1958 foi criada uma das principais ações de relacionamento da marca, que viria a desempenhar um papel essencial na estratégia da companhia. Uma receita enviada pelo correio por uma consumidora originou a ideia do União Docelar. Hoje, o serviço de orientação tira dúvidas sobre receitas, ensina técnicas de culinária e ainda promove cursos presenciais e gratuitos no Espaço União, na capital paulista, e em eventos que têm a marca como parceira.


Foi também a partir das receitas testadas no União Docelar que surgiram os tradicionais livros de receitas da União. Atualmente, a coleção conta com 25 edições e, para muitas consumidoras apaixonadas pela culinária, é uma espécie de herança que passa de mãe para filha. Para comemorar o centenário, a empresa autorizou o uso de suas receitas à Gold Editora que, em parceria com a Avon, lança a "Coleção União Receitas de Sucesso", comercializada até setembro.

Barras de cereal foram erro estratégico

Já no segundo semestre, a União prevê ações promocionais com foco nos pontos-de-venda, materiais personalizados, degustação e o lançamento de novos produtos para aumentar o portfólio da marca. Em 100 anos de história, no entanto, a marca também teve os seus tropeços.

Em 2003, quando ainda pertencia a Copersucar, um estudo feito pela empresa resultou no lançamento de barrinhas de cereal. Hoje, a companhia não conta mais com a linha, que pode ser considerada um erro estratégico. "A União é uma marca essencialmente de açúcar, que remete à energia e à caloria. A barra de cereal é exatamente a antítese disso. É um produto leve, pouco calórico", aponta Jaime Troiano, sócio-diretor da Troiano Consultoria de Marca.

Segundo o consultor, o principal erro da União foi entrar em um mercado que não corresponde às características da marca e lançar um produto que não fazia parte da chamada "gôndola mental" do consumidor. Um dos casos de sucesso famosos nesse sentido é o da marca Dona Benta, que ampliou sua linha, antes composta apenas por farinha de trigo, e hoje conta com fermento, massas para preparo de bolo, pães de queijo, macarrão instantâneo e lasanha.

Marca quer atender todas as demandas do consumidor

O investimento nas barrinhas, entretanto, já sinalizava uma tendência a ser seguida pela União: oferecer produtos alinhados com o conceito de bem-estar e saúde, o que começa a se concretizar com o lançamento recente dos açúcares União Orgânico, União Demerara, União Light Stevia e, até mesmo, do adoçante União Diet Sucralose.

"Esse conceito está inserido no que acreditamos ser o futuro da marca. Há três anos procuramos incentivar no consumo consciente, com os prazeres do açúcar associados a uma dieta equilibrada. Por isso, lançamos produtos com menos calorias, como o açúcar light", explica o diretor comercial da Cosan.

A empresa também patrocina eventos que incentivam o consumidor a não ter uma vida sedentária, como caminhadas, corridas e iniciativas esportivas amadoras. Há dois anos, a companhia conta ainda com a consultoria de profissionais da área médica, como nutricionistas, para orientar sobre as alternativas mais adequadas para cada estilo de vida do consumidor, o que deu origem a versões como o orgânico e o demerara.

"Estamos preparados para atender o crescimento da demanda que vier para estes produtos. Hoje, o açúcar tradicional ainda é responsável pelo maior volume de vendas, mas o light cresce quase que 25% ao ano", conta Terciotti. Sobre as barrinhas de cereal e outras possíveis extensões de marca, o executivo afirma que não é o foco da União no momento, mas também não desconsidera a possibilidade.

"As barras de cereal foram descontinuadas porque não estavam alinhadas com a estratégia da União, que é de investir no crescimento das soluções de adoçamento. Porém, isso não significa que não possamos relançá-las no futuro", diz.

Banda larga móvel atinge 11% dos assinantes

Dos mais de 4,3 bilhões de usuários móveis em todo o mundo, 493 milhões são de assinaturas de conexões celulares de alta velocidade


A banda larga via telefone móvel no padrão UMTS-HSPA (3G) é assinada por quase meio bilhão (493 milhões) de pessoas em todo o mundo, segundo os dados da 3G Americas, entidade de operadoras e fabricantes que trabalham com o padrão GSM. Esses assinantes representam 11,4% de toda a base mundial de 4,3 bilhões de usuários de telefonia móvel. As redes baseadas nesses padrões chegam a 346 no mundo, em 148 países, inclusive no Brasil.

Também o padrão LTE (4G) começa a evoluir nas redes das operadoras: já existem 100 operações que começaram a implantar a tecnologia. As primeiras redes comerciais de 4G (exceto o Japão, que usa tecnologia 4G própria) já foram lançadas pela TeliaSonera nos mercados da Finlândia e Suécia. Brevemente, mais 60 anúncios devem ser feitos no mundo inteiro.

Apenas no primeiro trimestre deste ano, a banda larga móvel registrou expansão de 81% nas três Américas. Esse crescimento se deve, sobretudo, à expansão do parque de usuários que usam banda larga móvel de cartão, no netbook e no smartphone.

Na América Latina e Caribe, o padrão GSM chega a 486 milhões de usuários, dos quais 19 milhões são de assinantes de serviços 3G. Na América do Sul, a mudança de foco das operadoras dos serviços de voz (2G) para serviços de dados (3G) redundou em aumento da base de usuários 3G. A Telefônica, que opera sob a marca Movistar na região (exceto no Brasil, onde detém 50% da Vivo), registrou que os serviços de dados foram os principais responsáveis pelo crescimento da base: o número de assinantes 3G cresceu 2,5 vezes no último ano e chega a 5 milhões no primeiro trimestre.

Também a América Móvil (que controla a Claro e Embratel no Brasil) implantou a rede 3G em 17 países da região e registrou aumento de 28,7% na receita procedente do uso de dados. Na América Latina e Caribe, existem 56 redes comerciais em operação, em 24 diferentes países.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Quanto mais experts somos, menos inovamos"

Especialista propõe durante Mídia Master Brasil que pessoas deixem melhores práticas um pouco de lado e busquem o verdadeiro caminho da inovação

Será que existe um guia de melhores práticas dentro das agências de publicidade? Certamente que sim, na opinião do professor Mario Sérgio Kojima, consultor da McKinsey e professor do Insper. O que ele propôs em sua palestra sobre "Criatividade e Inovação" - durante apresentação no Mídia Master Brasil - é que os profissionais de mídia quebrem os paradigmas e busquem novas maneiras de atuar. "Por mais que tenhamos as melhores práticas, sempre há uma forma de buscarmos o novo", afirmou.

Ele comparou esse conceito com a situação de maestros e suas orquestras. Acostumados até os anos 80 com um modelo mais conservador de regência, o que muitas vezes chegava a ser confundido com empáfia, eles arriscaram novos formatos, que passaram a incluir pulos, olhos fechados e até uma regência sem as mãos, somente com os olhos. Criaram-se, assim, novos e respeitados estilos de regência de orquestras.

Para este tipo de coisa ocorrer, defende Kojima, as pessoas precisam deixar de serem obedientes e acatar tudo o que lhes é pedido, para buscar a criatividade. Kojima citou um exemplo de uma seleção de um gerente de marketing conduzida pela consultoria McKinsey.

"O presidente, o diretor de marketing e o diretor de vendas foram instruídos a dizer que o pior dos três anúncios apresentados, uma peça com nível muito ruim, era a melhor de todas. Quando a palavra chegava aos candidatos ao cargo, eles geralmente diziam que aquele era o melhor. E eram eliminados da disputa", relembrou.

A busca pela criatividade, concluiu, deve considerar que "quanto mais experts nós nos tornamos, menos inovamos, porque teremos mais verdades", afirmou. "Temos que sempre voltar ao zero e aprender para que possamos inovar", sugeriu.

O professor convidou ainda os profissionais de mídia do Mídia Master Brasil a inovarem com espetos de marcarrão, durex e um marshmallow. Aqueles que construíssem a torre de macarrão mais alta, e com condições de segurar o marshmallow, ganhariam o desafio. Muitas desabaram e o professor garantiu: "Quem faz MBA, geralmente se apega a templates, e acaba tendo resultados piores do que o de crianças neste experimento".

Tic Tac gigante no Shopping Eldorado

Ação, criada pela agência B/Ferraz, é acompanhada por filmes para TV, peças para internet e spots em algumas praças

O lançamento da campanha do novo Tic Tac Cereja e Maracujá, o primeiro frutado e mentolado da marca, chega em tamanho gigante neste domingo, 6, com "a maior mistura do mundo": uma embalagem com 2,3 metros e mais de duas toneladas de pastilhas, instalada no Shopping Eldorado, em São Paulo. A ação, criada pela agência B/Ferraz, é acompanhada por filmes para TV, peças para internet e spots em algumas praças.

A iniciativa envolve uma promoção, na qual os consumidores concorrem a 180 iPods. Quem acertar a resposta para a pergunta "Qual sabor tem mais na caixa gigante (cereja ou maracujá)?", também poderá ganhar um automóvel Fiat 500. Os consumidores residentes em outros estados ou que não puderem ir ao shopping podem conferir a imagem em 360° da caixa gigante de Tic Tac e decidir o seu respectivo voto.

Além disso, sete réplicas da caixa vão circular por cidades do interior de São Paulo, Rio de Janeiro e em Curitiba. A promoção termina no dia 5 de setembro.

"A expectativa é atrair a atenção por meio do divertido e do inesperado. Como essa é a maior caixa de Tic Tac já produzida no mundo, acreditamos que o brasileiro valorizará a oportunidade de ver uma marca internacional fazendo algo único aqui", diz Guillaume Simon, diretor marketing da Ferrero do Brasil, ao adiantar que o objetivo é que a embalagem entre para o Guinness Book, o livro dos recordes.

Com investimento total em torno de R$ 6 milhões, incluindo marketing e desenvolvimento de produto, o novo Tic Tac substitui o sabor Cereja Extra Mint.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Longe da Copa, Ronaldinho Gaúcho é estrela da Honda

Montadora convocou o craque do Milan para protagonizar nova campanha da sua linha de motos

O técnico Dunga não deu ouvidos aos pedidos dos torcedores e deixou Ronaldinho Gaúcho de fora da lista de 23 convocados para o Mundial da África do Sul. No entanto, o jogador do Milan segue com prestígio no mercado publicitário e foi escalado pela Honda para estrelar a nova campanha institucional de sua linha de motos.

No filme, criado pela DM9DDB, um grupo de garotos apaixonados por futebol fica de queixo caído ao ver a habilidade de um motorista de uma moto Honda com a bola nos pés. Depois de fazer uma série de malabarismos com a gorduchinha que os meninos estavam brincando, o piloto revela sua verdadeira identidade.

A criação é de Carlos Eduardo e Gustavo Diehl, sob direção de criação de Sergio Valente, Rodrigo Almeida, Renata Florio e Moacyr Guimarães Netto. A produção é da Sentimental Filme. A ação conta ainda com peças para mídia impressa, spots de rádio, mídia online e material para ponto de venda.

Coca-Cola lança Powerade

Bebida isotônica, presente em outros 70 países, chega ao Brasil


São Paulo - A Coca-Cola anunciou na manhã desta quinta-feira (27), em São Paulo, a bebida isotônica Powerade, voltada para as práticas esportivas. "Entendemos que tínhamos que trazer uma marca de bebida esportiva forte para o Brasil, que é um mercado com grande potencial de crescimento", disse Jonh Pinto, diretor de marketing de novas bebidas da Coca-Cola Brasil.

Presente em outros 70 países, o Powerade será a bebida para a hidratação dos atletas durante a Copa da África do Sul. Durante o Mundial, a marca também terá visibilidade de placas de campo em todos os jogos.

Para comunicar a chegada do Powerade no Brasil, a NBS criou três vinhetas de 10 segundos para explicar o produto, além de adaptar o filme global de 30 segundos, que será exibido na ESPN e SporTV. A campanha, que começa em junho, também contempla um brand channel no YouTube, patrocínio de corridas de rua e ações de marketing em academias e clubes.

Assista ao video da campanha:



TAM manda mensagem à Seleção

Companhia preparou filme, dirigido por Fernando Meirelles, para passar no avião da Seleção, que também foi pintado com recados de torcedores


São Paulo - O avião que levará a Seleção Brasileira para a Copa de 2010 foi totalmente preparado para incentivar os jogadores para o mundial. Os atletas assistirão durante a viagem à África do Sul filme, dirigido por Fernando Meirelles e criado pela Y&R, com as melhores mensagens de torcedores enviadas ao site Paixão por Torcer.A TAM também pintou, com recados da torcida, o avião.

A ação da companhia, patrocinadora e transportadora oficial da Seleção Brasileira, contou com a participação de mais de mil internautas que enviaram suas frases para o site. Além disso, a companhia aérea pôs uma imagem da aeronave no site para que os torcedores localizem suas frases no avião. "Essa foi a maneira que encontramos para levar não apenas os jogadores, mas toda a nação brasileira para a África do Sul", diz Manoela Amaro, diretora de marketing da TAM.

Assista ao video da campanha:


Coca-Cola Light Plus é o refrigerante oficial do Fashion Rio

Marca também participará do evento por meio do Instituto Coca-Cola Brasil


Rio de Janeiro - A Coca-Cola Light Plus será o refrigerante oficial do Fashion Rio, que acontece a partir de hoje, 27, até o dia 1º de junho. A marca distribuirá amostras da bebida e exibirá seu filme publicitário durante o evento. A ação é promovida pela Rio de Janeiro Refrescos, fabricante do Sistema Coca-Cola Brasil para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A Coca-Cola também realiza a coleta seletiva do Fashion Rio por meio do Instituto Coca-Cola Brasil. Os catadores do local vestirão camisas feitas de tecido de PET reciclado e desenvolvidas pela agência DPZ, com a frase "Reciclar nunca sai de moda". Todo o material recolhido será doado às cooperativas do programa "Reciclou, Ganhou", do Instituto.

Branding ajuda o Rio a melhorar sua imagem internacional

Copa do Mundo e Olimpíadas geram investimento na cidade



Rio de Janeiro - O Rio de Janeiro está em foco no mercado esportivo. Com dois grandes eventos mundiais se aproximando, a cidade se movimenta para gerar negócios, crescer em estrutura e em número de turistas. Tanto a Copa do Mundo no Brasil – que terá a final realizada na cidade carioca – quanto as Olimpíadas de 2016 trazem expectativas para empresas que atuam na região. Toda esta atmosfera faz com que profissionais de marketing pensem no desenvolvimento da cidade como uma marca. Neste caso, uma boa estratégia de Branding permite que o Rio de Janeiro se destaque no cenário mundial, conquiste admiradores e cresça tanto em estrutura quanto em economia.

Os eventos já trazem por si só uma oportunidade para que a capital do estado recupere pelo menos parte das empresas que debandaram para São Paulo nos últimos anos. Com investimento em projetos na cidade, as empresas usam o marketing para associar a sua marca a uma cidade em evidência, que está sendo procurada por potenciais consumidores no mundo todo.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, serão cerca de 500 mil turistas na cidade durante a Copa de 2014. Além da melhoria na infraestrutura, das instalações esportivas, no transporte e na segurança da cidade, estes eventos dão o pontapé para que as marcas encantem o torcedor com ações diferenciadas e projetos inovadores.

Investimento para melhorar serviços e profissionais

É difícil mensurar o retorno que uma Copa do Mundo e uma Olimpíada dão ao país-sede. Os benefícios principais e mais percebidos pelo público, tanto com a Copa quanto com as Olimpíadas, é o credenciamento mundial da cidade ou país em termos de estrutura e uma inegável promoção internacional de seus serviços. Porém, para as empresas, os mega eventos vão além das projeções regionais. "Haverá a modernização da infraestrutura dos negócios e uma consequente qualificação dos serviços", afirma Márcia Lins, Secretária de Estado de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro.

O principal pilar que deverá reger as ações de marketing durante estes eventos é atender os visitantes. Para realizar esta tarefa, serão feitos investimentos em equipamentos modernos e em novos empregos. "A cidade certamente crescerá na área de hotéis, de alimentação, de publicidade e também de seguro", diz Márcia durante o I Fórum ABA Marketing In Rio Internacional, que aconteceu na cidade carioca esta semana. Para oferecer qualidade de vida para os moradores e os turistas, a Unimed-Rio desenvolveu o Circuito Unimed-Rio. O site traça circuitos para exercícios físicos de acordo com a localidade do internauta na cidade carioca. "Este projeto foi beaseado na premissa de que o Rio de Janeiro é um consultório a céu aberto", diz Stephan Younes, gerente de marca da Unimed-Rio.

Estrutura, transporte e serviços já estão na mira de investidores. Mas pouco se fala no material humano que estará por trás destes projetos. Para atender de forma satisfatória os quesitos de organização e divulgação destes grandes eventos, é preciso dispor de um bom time. "Esta será uma oportunidade para investir em qualificação e formação de novos profissionais", ressalta a Secretária.

Branding para o Rio

O discurso está pronto, mas a cidade ainda não. A demora no início das obras arranha a imagem do Rio de Janeiro e, para que isso não aconteça, Ana Couto, CEO e Diretora de Criação da Ana Couto Branding & Design, sugere um trabalho de branding com a marca Rio de Janeiro. "A Olimpíada não pode ser um objetivo pontual para investir na imagem do Rio de Janeiro. Fazer branding é capitalizar hoje o valor da cidade no longo prazo", ensina Ana.

A busca pela identidade de uma cidade faz com que esses lugares se transformem em marcas. Assim como no mercado, algumas delas são promovidas estrategicamente e outras acidentalmente. O mais importante para a definição de uma marca é entender e saber o que quer coletivamente e o que ela representa. "O maior desafio do branding para as cidades é o alinhamento entre cidadãos, empresários e investidores. No Rio, é preciso definir uma proposta de valor da marca, alinhar o papel do Governo e da sociedade, além da gestão do ambiente da marca no longo prazo", aponta Ana Couto.

Visão comum de futuro, mudança na percepção do lugar e imagem consistente são alguns dos benefícios que uma estratégia de mranding oferece para as cidades. "Desta forma a cidade protege sua imagem contra estereótipos, valoriza a autenticidade e a história do lugar, além de atrair turistas, investidores e novos negócios", avalia a CEO da Ana Couto Branding & Design.

Eventos também trazem problemas

Realizar eventos de grande porte como as Olimpíadas não trás apenas vantagens. Vale lembrar que o destaque internacional do país acarreta em uma pressão por resultados interna e externa maior que o normal. Além disso, é preciso entender que, apesar de ser uma grande oportunidade para as empresas se destacarem, é comum o discurso ser diferente da realidade dos fatos. "Todos dizem que vão colocar dinheiro no Rio de Janeiro. O problema é que a verba investida não garante os benefícios e a qualidade na entrega dos projetos", analisa Rafael Liporace, diretor executivo da Biruta Mídias Mirabolantes.

Outro problema é a necessidade de instruir, educar e engajar a população carioca em prol da melhoria da qualidade de seus serviços e estrutura. Neste caso, o ideal seria uma união do Governo, das marcas anunciantes e da população. Mas aí surge uma nova dificuldade. "No Brasil isto é mais complicado porque as marcas têm medo de se associar ao poder público por conta da corrupção", entende Liporace.

Marca da Chesf vai privilegiar fortalecimento regional

Segundo ele, o novo estatuto vai contemplar todos os pontos do ofício que o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, enviou ao presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, no dia 22 de abril.

O documento ressalta que as empresas do Sistema Eletrobras devem "permanecer com as suas estruturas de diretoria e de conselhos, priorizando a autonomia necessária das empresas controladas e o fortalecimento da holding". Segundo o ofício, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a necessidade de fortalecimento das filiais da Eletrobras.

"O estatuto foi aprovado no conselho, contemplando, na plenitude, todos os pontos e diretrizes adicionais que constam do ofício do ministro à Eletrobras, no sentido de dirimir qualquer dúvida", disse Meira, ao conceder entrevista coletiva, hoje, em Recife. Ele também esteve reunido com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar do assunto.

Meira disse que uma equipe técnica está trabalhando na adequação da marca Chesf "dentro de uma visão de fortalecimento regional da marca". A polêmica é em torno da mudança estabelecida pela holding, na qual o nome Chesf passou a ser Eletrobras Chesf. No entanto, ele não deixou claro se a marca da subsidiária voltará a ser como antes.

No ofício do ministro, a orientação é que a nova plataforma de marcas deve "reforçar o papel das marcas consolidadas nas regiões das empresas de geração e de transmissão, que constituem ativos intangíveis do Sistema Eletrobras".

Desde 2008, a Eletrobras vem implantando uma série de mudanças com o objetivo de unificar o trabalho das subsidiárias. Os críticos da proposta argumentam, no entanto, que a medida tira a autonomia e esvazia as subsidiárias do sistema.

Contrários às mudanças estabelecidas pela Eletrobras, um grupo de representantes da sociedade civil e de políticos de Pernambuco moveu uma ação popular na Justiça Federal, pedindo a suspensão de todas as modificações. Segundo o presidente da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Henrique Mariano, os efeitos devem ser suspensos com urgência.

"A centralização que se propõe vai descaracterizar a penetração social que a empresa tem na Região Nordeste e no estado de Pernambuco", argumenta, lembrando que há 60 anos a Chesf gera lucros importantes para a região.

Carrefour investe R$ 12 mi em novo conceito de drogaria

Farmácias da rede terão espaço exclusivo para saúde, beleza e bem-estar


Carrefour está de olho nas consumidoras da classe C. Por isso, a rede apresenta um novo conceito para suas farmácias. A partir de agora, cada nova Drogaria Carrefour contará com um espaço para itens e serviços de beleza. No local, as clientes poderão tirar dúvidas com consultores especializados e encontrarão mais de 2.000 produtos, número quatro vezes maior do que o comercializado anteriormente, de marcas como L'Oreal, La Roche-Posay, Vichy e Stiefel.

Este ano, a previsão é de que a rede inaugure 20 drogarias com o novo conceito e revitalize outras 20. As farmácias dobrarão de tamanho, passando de uma média de 65m² para 120m². O investimento será de R$ 300 mil para cada loja, totalizando R$ 12 milhões aplicados no setor. A iniciativa foi baseada em um projeto-piloto iniciado em 2009, em 70 das 143 farmácias Carrefour. No período, a empresa registrou um crescimento de 50% no faturamento comparado a 2008, nas lojas em que realizou a venda de cosméticos.

A primeira unidade a receber o novo conceito é a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A loja do Interlagos Shopping, em São Paulo, também foi reformulada e servirá de modelo para replicação em toda a rede nos próximos anos. O Carrefour investe em materiais de pontos-de-venda, mobiliário próprio para os produtos, iluminação especial e vitrines temáticas. As pontas de gôndola ainda terão TVs para anúncios e dicas de saúde e beleza. Nas compras com o Cartão Carrefour é possível parcelar o valor em até 10 vezes sem juros.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Autorregulamentação e publicidade na berlinda

Evento realizado por associações de combate ao álcool e às drogas questiona atuação do Conar e pede mais restrições de propaganda de cigarro e bebidas

A proibição total da publicidade de bebidas alcoólicas - incluindo cerveja - e a necessidade de uma regulamentação ainda mais rígida para a comunicação de cigarros. Essas foram algumas das ideias debatidas no evento Álcool, Tabaco e a Publicidade realizado nesta quarta-feira, 26, em São Paulo pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) e o Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas (Inpad). O encontro contou com a participação de psiquiatras, professores, advogados e representantes de ONGs como o Instituto Alana e o Idec.

A linha-mestra do evento foi a crítica ao setor publicitário e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). "Não acredito que o Conar controle a publicidade discriminatória. Não acredito em autorregulamentação", afirmou Luis Antonio Rizzato Nunes, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele também disse que o uso de pontos de venda de cigarro móveis, em festas, por exemplo, viola a lei e criticou a qualidade da publicidade de bebidas. "Boa parte dos publicitários é muito jovem e só pensa em sexo", declarou. "A proibição total de publicidade é medida imprescindível à política pública e de prevenção ao consumo de cigarros e bebidas", complementou João Lopes Guimarães, do Ministério Público de São Paulo.

Já o professor Raul Caetano apresentou uma pesquisa que mostra que 40% do consumo de álcool se dão entre a população com idades entre 18 e 29 anos - e prioritariamente entre homens. "Não é por acaso que há tanto apelo sexual na propaganda", afirmou. Ele mostrou estudo que indica que a maior parte dos problemas em decorrência da bebida acontece com pessoas não identificadas como alcoólatras, o que justifica uma política de controle do problema mais efetiva e dirigida à população geral.

Valéria Cunha, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), por sua vez, salientou que as políticas antifumo vêm sendo eficazes no País. Segundo estudo apresentado por ela, realizado dentro da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD, do IBGE), 17,2% da população brasileira era fumante em 2008 - uma redução significativa em relação aos 33,1% de 1989.

A professora e vice-presidente da Abead, Ilana Pinsky, mostrou pesquisa que analisou 420 horas de conteúdo televisivo gravado e em que se verificou que a publicidade de bebidas alcoólicas tem uma distribuição desigual entre os diferentes programas (humor, novelas e esportes), com forte concentração neste último tipo (69,18%). "Há uma associação clara entre a publicidade de cerveja e esportes e isso vai ser reforçado pela Copa e as Olimpíadas", frisou.

Ilana também apresentou estudo sobre os programas de responsabilidade social de empresas de bebidas - como o "Piloto da Vez", da Diageo, e o "Amigo da Vez", da Ambev. Segundo a pesquisadora, o número de programas assim ainda é baixo, especialmente quando se tratam de empresas brasileiras, e não costuma haver avaliação da eficácia deles.

A única mesa redonda que serviu como contraponto na arena anti-publicidade foi a composta por Leandro Batista (professor da ECA- USP) e Eneus Trindade Barreto Filho (professor adjunto do departamento de relações públicas, propaganda e turismo da ECA). "A proibição da publicidade de cigarro não diminuiu o consumo", defendeu Batista. Sobre a publicidade de bebida alcoólica, Barreto opinou: "Se é uma questão de saúde pública, restrinja o consumo. A propaganda é penalizada, mas não se questiona a produção?"

Embratel e Claro devem ser unificadas

Fusão depende de aprovação da Anatel e ainda não esclarece o destino das marcas da operadora de longa distância e da celular

A Embratel e a Claro, controladas pela América Móvil, deverão ser fundidas numa só empresa nos próximos dois meses, conforme matéria publicada nesta quarta-feira, 26, pela Folha de S.Paulo. A união entre as operações depende de aprovação prévia da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pode acabar com a marca "Embratel", já que a Claro é a marca da América Móvil para cerca de 15 países na América Latina.

Claro e Embratel não comentam a eventual fusão, iniciativa que partiu, ainda segundo o jornal, diretamente do dono da América Móvil, o mexicano Carlos Slim Helú. "Há uma tendência mundial de consolidação das operadoras. Conforme as empresas ganham mais musculatura com a oferta de mais de um serviço - banda larga, longa distância, voz -, mais sinergias terão ao consolidar as operações", afirma o analista de telecomunicações da IDC, João Paulo Bruder. Para o analista, o interesse da América Móvil em unir as operações de telefonia fixa e móvel da empresa no Brasil significa gastar menos, fazer ofertas melhores aos clientes, reduzir o churn (troca voluntária de operadora) e aumentar a receita média por assinante (ARPU, na sigla em inglês).

"As operadoras, ao se unirem, acabam com a taxa de interconexão entre as duas diferentes redes (Claro e Embratel). De quebra, há uma redução do churn porque, ter vários contratos (telefonia fixa, móvel, banda larga) com a mesma operadora significa que é mais difícil migrar para outra empresa. E isso vale tanto para o cliente corporativo quanto para o residencial. E mais de um serviço na mesma operadora equivale, ainda, a aumento da receita média por assinante (ARPU)", diz Bruder.

O analista explica, ainda, que para a operadora custa menos (ou seja, redução de Capex) ter apenas uma rede porque pode fazer uma melhor gestão da base de clientes, com um só call center, um só sistema de billing etc. Por fim, cai também o custo de manutenção de redes porque uma rede maior é mais barata (para manter) do que duas redes separadas, ou seja, dá à operadora unificada a possibilidade de negociar com mais escala com os prestadores de manutenção de rede.

Além da junção entre Claro e Embratel, o empresário Slim detém, no Brasil, o controle de 49% do capital da NET, de TV por assinatura. Embora a NET não esteja inclusa no projeto de unificação (51% do controle da empresa são da Globo), a América Móvil, de acordo com a Folha de S.Paulo, tem a intenção de adquirir o controle da operadora de TV paga.

Level Up eleva lan houses a plataformas publicitárias

Mais de 3,5 mil estabelecimentos legalizados concentram público de 300 mil usuários diários para anunciantes que querem chegar às classes C, D e E

Um novo espaço publicitário, com um público formado principalmente pela classe C, é o alvo de ações de marketing da Level Up, que trabalha com entretenimento digital.

Estima-se que haja entre 80 mil e 100 mil lan houses em todo o Brasil, das quais apenas 4% - 3,5 mil estabelecimentos - são legalizadas. As lan houses respondem por 45% de todo o acesso à internet brasileira, segundo informações do Comitê Gestor da Internet. E é nesse nicho de 3,5 mil estabelecimentos legalmente constituídos, por onde circulam quase 300 mil pessoas todo dia, é neste nicho, que a empresa especializada em games, começou a investir como intermediadora de anúncios.

O diretor geral da Level Up, Júlio Vieitez, afirma que o impacto de ações publicitárias nas lan houses é grande, "já que mais de 50% da classe C acessam a internet nas lan houses e esse número sobe para quase 80% quando se trata das classes D e E". Atualmente, uma ação desse tipo, com Tang, da Kraft, está em andamento em 350 lan houses das regiões Sul e Sudeste. Numa fase posterior, a ação terá como foco a região Nordeste. É a segunda ação de Tang com a Level. A primeira campanha do suco em pó envolveu 100 estabelecimentos na região Nordeste. "Nosso core business é game.

Temos 1,2 milhão de jogadores em nossa base, com 400 mil a 500 mil interações por dia", diz o diretor geral da empresa. Agora, o merchandising nos estabelecimentos que dão acesso à internet a preços populares também faz parte do portfólio da Level Up.

Outra empresa que resolveu apostar na publicidade dirigida aos usuários de lan houses é a Paramount. Para o filme "Homem de Ferro 2", foi desenvolvida uma ação publicitária específica que abrangeu apenas cinco lan houses de São Paulo e mais cinco do Rio de Janeiro. "O foco da ação foi trabalhar com estabelecimentos que têm acima de 15 máquinas", explica o gerente comercial de ações de mídia da Level Up, Gláucio Marques.

As lan houses legalizadas formam, de acordo com Marques, uma capilaridade para esse tipo de ação que é bastante satisfatória. Na média, as lan houses legalizadas brasileiras têm cerca de 15 computadores para fornecer acesso ao internet. Isoladamente, por região, a capacidade de PCs muda: na região Sudeste, uma lan house pode ter entre 15 a 20 máquinas; e nas regiões Norte e Nordeste, os estabelecimentos têm entre 10 e 15 PCs.

Mas a Level Up também trabalha em outras plataformas. A empresa publica quase 200 mil exemplares de revistas por mês e vende cerca de 50% dessa tiragem a preços que variam entre R$ 11,90 a R$ 19,90, conforme o título. São revistas sobre games da empresa, cujos créditos são vendidos pelo portal da Level. "O nosso contato com as lan houses vem desde 2005, quando começamos a vender créditos para jogar games na internet", diz Marques. Agora, a parceria entre a Level Up e as lan houses alcança outro patamar, com o uso do espaço físico dos estabelecimentos para o lançamento de campanhas de anunciantes cujos interesses se voltam cada vez mais para as classes C, D e E.

Poupançudos vestem a camisa da Seleção

Caixa coloca na mídia nova campanha, protagonizada novamente pelos mascotes

São Paulo - A Caixa coloca na mídia mais uma fase da campanha "Poupançudos", dessa vez inspirada na Copa do Mundo. Na estratégia de comunicação, criada pela Fischer+Fala!, os mascotes aparecem uniformizados com a camisa da Seleção Brasileira.


Foram desenvolvidas peças para TV, cinema, jornal, revistas, rádio, internet e mídia exterior. No filme, intitulado "Carro-forte", os Poupançudos são levados para um estádio lotados, mostrando que tem intimidade com a bola. Os personagens incentivam a torcida com o grito de guerra "Vamos lá, Brasil!", enquanto é apresentada a promoção na qual, a cada R$ 100,00 depositados na poupança, o correntista ganha um cofrinho no formato de um dos Poupançudos.


Marcas se reúnem em ações no Festival João Rock

Evento terá ações de ativação de AmBev, Snickers, Chevrolet e CNA


Rio de Janeiro - A AmBev, a Snickers, a Chevrolet e o CNA ativarão as suas marcas para os jovens em um evento de música. O Festival João Rock, que acontece no dia 29 deste mês, em Ribeirão Preto, será palco de ações de Marketing para impactar as 25 mil pessoas que estarão presentes no evento que terá shows, esporte e música eletrônica. Para ativar a marca, a Snickers realiza uma promoção desde o início de maio.

O VJ Snickers trata-se de um grupo de promotores que visitam universidades e faculdades convidando os estudantes a fazer um teste de VJ para anunciar o show de seu ídolo no João Rock. Os vencedores terão acesso ao backstage do evento, além de ganhar hospedagem e transporte com seu vídeo sendo exibido nos telões do festival.

A marca também criou a Arena de Esportes Radicais em que, na compra de um chocolate Snickers, o consumidor poderá participar das brincadeiras oferecidas no espaço. A Chevrolet promove o Palco Universitário Chevrolet Agile e lá as bandas Chimarruts, Mundo Livre S/A, Funk Como Le Gusta, Teatro Mágico e Móveis Coloniais de Acaju se apresentarão em shows exclusivos.

Outra ação da montadora é o "Carona Chevrolet". O objetivo é incentivar os participantes que vão para o evento em carros da Chevrolet a se cadastrarem antecipadamente no site para que, ao levar três amigos no carro, terá estacionamento gratuito. Já a AmBev será representada pela Skol, com a Tenda Millennium Skol Beats. O espaço conta com a presença de DJs nacionais e alemães.

Ambev quer fazer da Brahma a cerveja do futebol

Patrocinadora da Seleção e da Copa da África do Sul, marca investe em clubes brasileiros

Rio de Janeiro - A Brahma pode se orgulhar por ser bicampeã do mundo. Patrocinadora da Seleção Brasileira desde 1994, a marca da Ambev esteve ao lado do Brasil na conquista de dois títulos do mundial e agora quer ser conhecida como a cerveja do futebol. Este ano, além de patrocinar a CBF, a Brahma é também patrocinadora oficial da Copa do Mundo da África do Sul. Por aqui, a marca conta ainda com parcerias comerciais com clubes como Portuguesa, Guarani, Vitória, Bahia, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Ceará para se aproximar do consumidor que é também torcedor.

O último acordo da Brahma é com o Fluminense, primeiro clube do Rio de Janeiro a ter o apoio da marca. O contrato de cinco anos com o tricolor carioca é resultado do bom desempenho da Brahma na cidade. A Ambev não divulga resultados, mas garante que a marca foi a que registrou o maior crescimento no mercado. A parceria também é fruto da ligação entre os torcedores e o conceito de "guerreiro" que a marca promove.

"A Brahma é uma marca que tem a cara carioca. O brasileiro na sua essência é guerreiro, se esforça. Os torcedores também têm muito disso. Lutam como se estivessem em campo com os jogadores. A Brahma quer se aproximar deste consumidor", afirma Rafael Pulccineli, gerente corporativo da Brahma, durante o anúncio do acordo entre a marca e o clube carioca.

Marca quer estar próxima dos consumidores

A ligação do consumidor de cerveja com o futebol é clara e é por isso que a Brahma quer garantir a sua fatia neste segmento. A parceria com o Fluminense é baseada em três pilares: clube, torcida e responsabilidade social. O último refere-se à importância de combater a violência nos estádios de futebol. Já o compromisso com o clube inclui reformas na sede e até mesmo a revitalização dos bares do Fluminense Football Club, no bairro das Laranjeiras.

Os torcedores, no entanto, são o principal foco. "A Brahma conduzirá as ações de futebol. Tudo que estiver ligado ao esporte terá a marca. Não temos a pretensão de ter visibilidade na camisa, somos parceiros comerciais, o que é diferente do patrocínio. Queremos estar junto do consumidor com ações de marketing", explica Pulccineli.

Manter a proximidade com o consumidor e formatar as ações que serão realizadas principalmente no próximo semestre exige que a Brahma ouça o que o consumidor tem a dizer. "Queremos saber o que o torcedor espera de uma marca que é parceira do seu clube de coração, em que a Brahma pode ajudar, o que agregará de fato ao time", conta Marcelo Tucci, gerente de marketing da Ambev no Rio de Janeiro.

Expectativa cresce com a Copa de 2014

Para isso, a empresa monitora o que é dito na internet. Tanto o site da Brahma quanto o do Fluminense servem como plataforma para o relacionamento. O modelo é aplicado em todos os outros clubes que têm parceria com a marca, com exceções de times do sul, por exemplo, em que a Polar – também do portfólio da Ambev – tem força regional e cumpre o papel da Brahma, ou dos clubes do nordeste que são apoiadas pela variante Brahma Fresh.

Uma das iniciativas do acordo com o Fluminense inclui a volta da revista do tricolor carioca. A princípio, a publicação será trimestral e distribuída para os sócios do clube. Outra ação são os bares temáticos. A marca definirá os locais em que os torcedores costumam se reunir para assistir aos jogos e fornecerá o kit para ambientar o ponto-de-venda, desde bandeirões e cartazes, até a geladeira da Brahma.

O mesmo acontece para a Copa do Mundo quando a marca disponibilizará materiais temáticos como bandeirolas. No varejo, os consumidores já encontram latinhas que carregam o escudo da Seleção. O site da Brahma também entrou na torcida. No endereço virtual, os internautas encontram informações sobre as ações da cerveja com foco no mundial, notícias e vídeos.

A expectativa da marca cresce ainda mais com a realização da próxima Copa do Mundo no Brasil. "Não podemos divulgar informações ainda", diz o gerente de marketing da Ambev. "Mas posso dizer que a expectativa é grande e a Brahma será patrocinadora tanto da Seleção Brasileira quanto da Copa de 2014", complementa o gerente corporativo da Brahma.

Economia brasileira ajuda na reputação de marcas

Países em desenvolvimento utilizam mais as redes sociais e estão dispostos a pagar mais por produtos verdes do que as populações ricas

Trabalhar com as redes sociais e investir em ações sustentáveis são praticamente obrigações para as marcas que querem se destacar nos dias de hoje. Por outro lado, as relações entre esses dois fatores e a economia dos países é um assunto ainda pouco explorado, apesar de sua extrema necessidade para o entendimento do perfil do público alvo de cada empresa em seu local de atuação.

A comparação entre o perfil dos internautas norte-americanos e o dos moradores dos países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – mostra como são as mudanças que estão por vir no comportamento, hábito de consumo, estilo de vida, consciência e confiança relacionados aos nativos desses países. O Brasil e a Índia registram maiores porcentagens do uso de redes sociais que os Estados Unidos. Na América do Norte, porém, as redes sociais são um grande negócio e mais pessoas ganham a vida com blogs do que desenvolvendo softwares.

"Hoje cada vez mais todos têm as informações e produtos em suas próprias mãos. Isso revela muito sobre elas, mas deve despertar a atenção das empresas que têm a obrigação de investir nessas ferramentas", explicou Jonh Low, co-Fundador da Predictiv LLC, empresa que trabalha com a avaliação de ativos intangíveis, durante 14th International Conference on Corporate Reputation, brand, identity and competitiveness realizado pelo Reputation Institute, no Rio de Janeiro, na última semana.

Países do Bric são mais confiantes e conscientes

Uma pesquisa realizada pela Predictiv LLC mostrou que as empresas dos países em desenvolvimento registram os maiores índices de crescimento de reputação das suas empresas em todo o mundo. "Isso tem muito a ver com a confiança que esses povos têm ganhado em sua economia", afirma o executivo norte-americano.

Como exemplo de trabalho de reputação bem sucedido no Brasil, Low cita a Petrobras. "A petroleira soube lidar com o afundamento da plataforma melhor do que a British Petroleum tem lidado com o acidente que causou vazamento de óleo", conta Low, comparando com a britânica que viu suas ações caírem 23% desde o acidente ocorrido no Golfo do México no final do mês passado.

Para que a Petrobras conseguisse manter a sua reputação após o incidente, a empresa prezou pela transparência e essa, segundo Jonh Low, é uma das ações mais importantes para que uma marca consiga alcançar boa reputação. Por isso mesmo a própria Britsh Petroleum prometeu transparência sobre a catástrofe. Atrás desse fator estão a confiabilidade da empresa, a qualidade de produtos e serviços, a frequência com a qual ela se comunica com o público e a forma como trata os funcionários. "Quando a confiança do consumidor é abalada, a empresa vê suas ações caírem rapidamente e fica muito difícil de reconstruí-la" afirma o fundador da Predictiv LLC.

Outra característica dos países do Bric é que esses consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos verdes do que os habitantes de países mais desenvolvidos. Lideram esse ranking a China e a Índia, enquanto os Estados Unidos se encontra entre últimas posições. Ainda sobre sustentabilidade, a pesquisa mostra que 71% das empresas em todo o mundo publica informações sobre ações sustentáveis em seus sites.

Busca por produtos

Outro estudo apresentado por Courtney Barnes, Vice-Presidente e Diretora de Estratégia da MH Group Communications, também afirma que os países que mais usam as redes sociais são os mais dispostos a pagar mais para adquiria produtos verdes. Para a executiva, uma empresa deve trabalhar a sustentabilidade da mesma forma que deve monitorar as redes sociais que utiliza.

A executiva norte-america afirma que seu trabalho é convencer clientes tradicionais a investirem em redes sociais e no quanto elas são importantes para a vida daquela empresa. "Nos Estados Unidos isso é essencial porque o uso desse tipo de ferramenta é maior para a pesquisa de informações sobre produtos e serviços. No Brasil esse uso tem característica mais pessoal", afirma Courtney. "Mas as empresas brasileiras devem ficar atentas porque a busca por serviços nas redes tende a aumentar", garante, baseada em dados da pesquisa de que 79% das 100 maiores empresas globais participam de pelo menos uma rede social.

Brahma fecha apoio ao Fluminense

Acordo inclui iniciativa inédita na qual torcedores decidirão onde serão feitos investimentos. Revista do Fluminense também voltará a circular


São Paulo - A Brahma é a mais nova apoiadora do Fluminense, em uma inciativa inédita que inclui ações tradicionais mas uma inusitada parceria com os torcedores. Com o acordo, o anunciante terá placas no campo de treinamento do Fluminense, assinatura nas mídias dos times, materiais em pontos de venda e bares temáticos, com direito a refrigeradores, mesas e cadeiras decorados com motivos do time carioca.


Adotando um projeto de parceria chamado de investimento cooperado, os torcedores também poderão decidir onde serão alocados os investimentos que a marca fará para a agremiação. Serão listadas algumas opções dentro do site da Brahma e do site oficial do Fluminense – www.fluminense.com.br - e caberá ao torcedor escolher qual delas deverá ser executada.

Além destas inciativas, a parceria inclui ainda a revitalização da sala de troféus do clube, reforma dos bares da sede das Laranjeiras e a volta da Revista do Fluminense. Inicialmente, a publicação circulará a cada três meses, trazendo matérias sobre a história do Clube, acompanhamento dos jogos no Brasileirão, além de uma seção dedicada aos torcedores e de entrevistas com jogadores do elenco.

"O principal objetivo da iniciativa é incentivar ainda mais a paixão pelo futebol, a paixão que o torcedor tem pela camisa, garantindo benefícios para os torcedores, o clube e para os cariocas. Os valores da marca, do 'brahmeiro' - o brasileiro trabalhador que batalha pelos seus sonhos com garra e determinação - são também os valores que permeiam o futebol. Todo o torcedor quer ver o seu time entrar em campo com atitude, para defender a camisa e fazer o melhor", diz Rafael Pulcinelli, gerente de marketing da AmBev.

A relação da marca Brahma com o futebol é antiga. Além de fazer ações regionais, ela é patrocinadora da seleção brasileira desde 1994. Atualmente ela também é patrocinadora oficial da Copa do Mundo, tendo sido a primeira empresa brasileira a firmar contrato com a Fifa neste sentido.

TAM decora aeronaves como nas décadas de 70 e 90

Projeto Vintage inclui reabertura do museu da companhia


Rio de Janeiro - A TAM iniciou ontem, dia 24 de maio, o Projeto Vintage. O programa começou com a ambientação diferenciada de duas aeronaves da companhia. A primeira tem layout utilizado na década de 1970, quando foram iniciadas as operações da TAM. Já a segunda tem características relativas aos anos 1990, momento de grande expansão da marca. O serviço de bordo também foi personalizado e a tripulação vestirá uniformes da época.
O vídeo de segurança exibido antes da decolagem foi produzido especialmente para o projeto e conta com elementos históricos. As duas aeronaves vão operar na ponte-aérea entre Rio-São Paulo. O Projeto Vintage engloba também a reforma e ampliação do Museu TAM, em São Carlos, interior de São Paulo. O espaço foi aberto em caráter experimental em 2006 e será reinaugurado no dia 13 de junho.

Marketing cresce no terceiro setor e gera cases

AACD, SOS Mata Atlântica e Ação Comunitária mostram que é possível utilizar o conceito para promover o bem

O Marketing ainda é encarado com certa resistência por muitas instituições do terceiro setor, especialmente as pequenas e médias. Mas há exceções. As estratégias e ferramentas vêm ganhando espaço em organizações sem fins lucrativos como AACD, SOS Mata Atlântica, Ação Comunitária e Tucca, que percebem que investir em ações de marketing é uma alternativa eficiente para conquistar novos apoiadores às causas defendidas.

Disseminar o conceito, no entanto, é um desafio. Se por um lado termos como "marketeiro" soam até mesmo de forma pejorativa, por outro, há resistência por parte das próprias organizações na hora de aplicar a verba, que poderia ser utilizada diretamente a favor da causa, em ações de marketing. Para grandes associações do terceiro setor, como Greenpeace e WWF, a estratégia já faz parte do trabalho, o que está longe de acontecer para a maioria.

A AACD foge à regra. Além do famoso Teleton, transmitido anualmente pelo SBT, no ano passado, a Associação de Assistência à Criança Deficiente executou mais de 500 ações de publicidade e marketing em parceria com cerca de 20 agências e produtoras. As iniciativas contribuíram para ampliar em 15% o número de atendimentos realizados em relação a 2008. Um dos principais elementos utilizados pela AACD é o marketing direto, para estabelecer relacionamentos duradouros e de afinidade com seus doadores.

Em agosto, a AACD completa 60 anos de existência e pretende desenvolver ações para comemorar a data. A estratégia está voltada para a história da associação e também presta contas dos recursos doados e utilizados nas nove unidades da instituição que atendem cinco mil pessoas diariamente. Uma iniciativa já posta em prática é o projeto Unique Types, feito em parceria com a AgênciaClick, que convida grandes nomes da publicidade brasileira a promoverem a AACD.

Marketing deve estar presente no terceiro setor

Independente do porte de cada instituição, o marketing pode e deve ser aplicado. "Muitas ONGs já utilizam o marketing porque têm planejamento, se reúnem, fazem divisões de tarefas e escolhem o mercado em que atuar", aponta Sydney Manzione, professor de marketing da ESPM e autor do livro Marketing Para o Terceiro Setor.

É o que acontece no Grupo Socorrista Irmão Alberto (GSIA). Há 22 anos, a instituição atua em São Paulo junto a famílias carentes para amparar idosos, crianças e enfermos. "O que nos diferencia de outros grupos espíritas é a formação acadêmica. Sou formada em Ciências da Comunicação e a Eudosia (Acuña Quinteiro, Presidente do Grupo) é fonoaudióloga e mestre-doutora em artes cênicas", conta Leda Yukiko Matayoshi, Vice-presidente do GSIA.

Assim como a maioria das organizações, um dos principais braços do GSIA são os eventos que realizam. Os almoços mensais servem para captar recursos para a instituição, mas são, principalmente, encontros estratégicos. É o momento em que as pessoas são envolvidas com o trabalho realizado, conhecem os projetos, como doação de alimentos, produtos de higiene, material escolar e agasalhos, e dão sugestões.

Verba oscilante impede planejamento de marketing

Apesar de não ter um planejamento estratégico no papel, o Grupo sabe aonde quer chegar, planeja os passos e conta com agências parceiras para produzir cartazes, newsletters e programar ações pontuais. "Não fazemos um plano de negócio como uma empresa porque a verba é extremamente oscilante e, em primeiro lugar, vem a causa. Mas falta conhecimento no terceiro setor. As pessoas aprenderam que marketing é para vender. Acredito que é a ciência de organizar ideias em busca de resultado", diz Leda.

Os parceiros são fundamentais para as organizações. A F/Nazca assina uma das ações recentes da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, a Tucca. No Dia das Mães, os internautas puderam doar R$ 10,00 e participar da campanha "Um pedacinho do céu pela cura do câncer infantil". Quem colaborava ganhava uma nuvem virtual para customizar com uma mensagem e enviar para a mãe.

A Havaianas também é parceira da Tucca. Desde 2005, a ONG comercializa uma linha exclusiva da marca, a "Havaianas pela Cura". A iniciativa está em sua terceira edição, conta sempre com mil pares assinados por um artista plástico e tem o total das vendas revertido para os programas da Associação. A coleção atual é assinada por Rodolpho Parigi.

Terceiro setor tem canais de relacionamento

Ao contrário da grande maioria das organizações do terceiro setor, a Ação Comunitária destina uma parte da verba para ações de marketing. Há 43 anos realizando um trabalho de inclusão social, a instituição sabe da importância de aplicar o conceito e ter uma estratégia para o sucesso do projeto. "O marketing social tem uma função diferente do de mercado. Você mobiliza em torno de uma causa. Os canais de venda são, na verdade, canais de relacionamento", compara Anatricia Borges, gerente de relacionamento e mobilização de recursos da ação comunitária.

Uma das iniciativas da Ação Comunitária para arrecadar verba é a comercialização de brindes corporativos há mais de 10 anos. Em 2010, a novidade é a linha feita com materiais sustentáveis com o tema Copa do Mundo. São peças como camisetas, bonés, canecas, mochilas, squeezes, mouse pads e chaveiros nas cores verde, amarelo, azul e branco que fazem referência ao mundial. O catálogo também conta com as linhas Office, Lazer, Ecológica e os "brindes criados com arte", feitos com ilustrações das crianças e jovens atendidos pela Ação.

A organização mantém ainda uma loja virtual que apresenta o catálogo de brindes e os cartões de Natal. A expectativa para este ano é definir ainda mais o orçamento de marketing e comunicação e potencializá-lo para empreender mais ações. "Nossa verba para marketing é apenas 10% do orçamento da área de relacionamento. Se errarmos, perdemos dinheiro. Por isso buscamos ir direto ao alvo", conta Anatricia.

Eventos aproximam potenciais doadores

Neste caso, o alvo são os potenciais doadores. Para isso, os eventos são uma ferramenta bastante eficaz. Em setembro acontece o V Torneio de Golfe Ação Comunitária, no São Paulo Golf Club. "É o único evento neste formato que desenvolvemos. Alcançamos um público de empresários que nos interessa e ajuda a criar valor para as marcas que estão apoiando", diz a gerente de relacionamento da Ação Comunitária.

A Fundação SOS Mata Atlântica também sabe da importância de manter um relacionamento duradouro com quem defende a preservação do meio ambiente. No último fim de semana, nos dias 21, 22 e 23, durante o Viva a Mata, a organização lançou oficialmente a Conexão Mata Atlântica. A novidade é uma rede social da ONG em que os interessados podem se cadastrar, trocar experiências e participar de fóruns e eventos on-line que discutem questões ambientais.

O investimento em ações de marketing faz parte da história da ONG, que nasceu em 1986 e tinha em seu grupo de fundadores não só biólogos, ambientalistas e advogados, como também jornalistas e publicitários. Uma das primeiras ações da SOS Mata Atlântica reproduzia a bandeira do Brasil sem uma parte do verde, foi responsável por levar o tema da devastação para o dia a dia dos brasileiros e até hoje é utilizada como logo da fundação.

Conexão para manter relacionamentos vivos

A Conexão Mata Atlântica pretende levar para a internet, durante todo o ano, o que o Viva a Mata faz por um período. "O Viva Mata reúne organizações que expõem seus projetos em estandes temáticos. Ao mesmo tempo em que apresentam as iniciativas ao público, os participantes trocam informações com outros expositores. Sentíamos necessidade de levar este espírito para a comunidade. Mapear e manter relacionamentos vivos durante todo o ano", explica Ana Ligia Scachetti, diretora de comunicação da SOS Mata Atlântica.

Apesar de exemplos como esses, ainda há um caminho longo a percorrer para que as ONGs se profissionalizem e os profissionais de marketing possam ser remunerados pelos trabalhos realizados para o terceiro setor. Por enquanto, a recompensa vem na sensação de dever cumprido e também no aprendizado que este tipo de projeto pode agregar.

"Se o profissional quer fazer marketing no terceiro setor com intuito de ganhar dinheiro não vai conseguir, porque o segmento não fornece. A vantagem é que o executivo que tem experiência neste setor saberá trabalhar com orçamentos apertados e exercitar a sua criatividade ao máximo, conhecendo mais a fundo a operação do próprio marketing", acredita Manzione, especialista em marketing para o terceiro setor.

Executivos mais conscientes e responsáveis

Essa experiência é oferecida pela ESPM, com o projeto ESPM Social. A ideia é resultado da iniciativa de alunos no final dos anos 1990 e se concretizou em 2001. De lá para cá, a entidade vem crescendo com o envolvimento dos estudantes em trabalhos voluntários, tendo a oportunidade de aplicar na prática o que aprendem durante as aulas.

Em quase 10 anos de existência, a ESPM Social envolveu diretamente 550 alunos e contou com 1.750 inscritos em seus processos seletivos. Ao todo, foram 77 ONGs atendidas e 430 inscritas. Oito comunidades foram beneficiadas com projetos de geração de renda e 42 entidades favorecidas com eventos. Os projetos de geração de renda atuam em comunidades de baixo IDH e utilizam as ferramentas de marketing para potencializar pequenas iniciativas econômicas que possam contribuir para o local, como o desenvolvimento do ecoturismo.

O outro braço da ESPM Social é a consultoria de Marketing para ONGs, que utiliza o conhecimento dos alunos para promover pequenas organizações que não têm visibilidade. "A iniciativa da ESPM Social visa fundamentalmente a formação desse executivo que lá na frente desempenhará um papel decisivo. É um projeto pedagógico. Queremos formar um gestor de empresa mais consciente e responsável", relata Carlos Frederico Lúcio, coordenador da ESPM Social.